NO DIÁLOGO LITERÁRIO

Semântica

VERBOS DICENDI

São os verbos de elocução. A elocução refere-se à maneira pela qual alguém se expressa, quais palavras usa para fazê-lo.
Alguns exemplos de verbo dicendi:
DIZER – afirmar, declarar;
PERGUNTAR – indagar, interrogar;
RESPONDER – retrucar, replicar;
CONTESTAR – negar, objetar;
CONCORDAR – assentir, anuir;
EXCLAMAR – gritar, bradar;
PEDIR – solicitar, rogar;
EXORTAR – animar, aconselhar;
ORDENAR – mandar, determinar.
Os verbos dicendi no diálogo literário são sempre escritos com letra minúscula depois do segundo travessão. E antes do segundo travessão a frase termina sem o ponto final. Pontue o final da frase somente se ela exigir um ponto de exclamação ou de interrogação.
Exemplo:
– Eu te amo – disse, consternado.
– Eu te amo! – disse, consternado.
– Eu te amo! – bradou.
– Eu te amo? – questionou.

Observação importante!
Os verbos que indicam ação da personagem devem ser escritos com letra maiúscula depois do segundo travessão. E a frase antes do segundo travessão é pontuada.
Exemplos:
– Eu te amo! – Sorriu e se levantou após a declaração.
– Sei muito bem como é a vida. – Bateu palmas e depois saiu.
– Irene nunca vem quando chamo. – Virou as costas e deixou a sala.
– Sério isso! Muito sério! – Gargalhou alto.
– Caiu mesmo? – Estendeu a mão e ajudou a amiga a levantar-se.

 

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SEGREDO

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O meu coração não é de aço,
A minha dor não tem compasso,
A estrada é longa e eu me canso,
Está escuro e tenho medo,
Mas vou te contar um segredo:

O amor é minha sina,
Está onde o meu eu começa e termina…
E mesmo que ele se esconda,
Mesmo que não se renda,
Sempre será parte da minha vida.

(Elaine Elesbão)

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ENGODO

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Quando achei que era impossível,
você me fez crer que bastava querer…
Então, eu quis…

Quando pensei que seria difícil,
você me disse que eu só precisaria
segurar a sua mão…
Então, segurei!

Quando senti medo do rumo da história,
você me contou que já sabia o enredo…
E resolvi ajudá-lo a escrever!

Mas você se esqueceu de me explicar as regras…
Que não são poucas.
Querer não basta, confiar não supre…
Toda doação é mínima.
E me encontro sempre tentando ser
quem você deseja ver em mim…

Eu sou essa pessoa que você diz que ama.
E que ao mesmo tempo o desagrada tanto.
Antes que tudo perca o encanto…
Apago a luz.
Fecho as portas.
Caminho de volta pra mim.

O que eu quero é não mais querer.
A minha mão foi feita pra segurar a pena.
As histórias que escrevo são sobre os outros…
O meu porto seguro sou eu.

(Texto de Elaine Elesbão)

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Que tal sorrir?

 

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Como alguém que em um gesto de desespero resolve deixar a vida cortando os pulsos, ela também decidiu que já era a hora do basta. Mas o basta dela não era para a vida, era para tudo o que a levava para mais perto da morte dos seus sonhos. Bastava de medos, de culpas, de ressentimentos, de remoer o que nunca foi dito e de relembrar tudo de ruim que já lhe disseram. Era tanta agonia em cada suspiro que ela não conseguia mais nem esvaziar-se da dor. Algo precisava ser feito, urgentemente, antes que ela já não se pertencesse mais.
Então, em um gesto de coragem, ela cortou seu cordão umbilical com a tristeza. Foi fria e certeira. Chegou a achar que não sobreviveria, pois há tempos vivia sendo alimentada por esse sentimento. Mas para não deixar dúvida de que estava pronta para vibrar de outra maneira, deu um salto em queda livre tendo como alvo o “eu me aceito”.
Ela não estava louca… Também não era otimista demais, longe disso. Ela apenas havia descoberto que não adiantava nada desgastar-se, esgotar-se ou limitar-se. Queria sentir-se plena, gostar de si, livrar-se das culpas e das amarras invisíveis que a prendiam a padrões de comportamento que só faziam com que ela se achasse inadequada.
Claro que daria muito trabalho ser leve, ela sabia, mas tinha certeza de que dava mais trabalho ainda não ser.
O que ela queria de verdade era sossegar o coração. Com o coração tranquilo seria possível dormir melhor, pensar melhor e ser uma pessoa melhor. Com tudo melhorado, ela tinha fé de que iria rir mais, divertir-se mais e perdoar-se mais.
Não há tratamento de saúde que seja tão eficaz quanto o exercício de sorrir… Ela conhecia pessoas assim, que traziam o sorriso nos lábios e no olhar. Pessoas que não se deixaram viciar pela tristeza e que optaram por acreditar nelas mesmas.
E foi aí que ela sorriu…
Ah, e como ela ficava bonita sorrindo!

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DO AVESSO

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DO AVESSO

Você vai pensar em mim
O tempo todo assim
Querendo me querer,
mas com medo do meu jeito
que te rabisca por dentro

Vai tentar deter a onda
Vai pensar que é passageiro
Vai me comparar a outras
Embriagado do meu cheiro

E eu te deixo livre pra sentir
Não sou igual as que existem por aí
O meu querer não depende do seu…
Mas vou te encaixar no meu céu
E te virar do avesso ao ler seu ser

Vai tentar deter a onda
Vai pensar que é passageiro
Vai me comparar a outras
Embriagado do meu cheiro

E quando pensar que sou sua
Que me tem como bem quiser
Vou te mostrar que me pertence
Que sou eu que faço o seu roteiro
E te inebrio com meu cheiro

(Elaine Elesbão)

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AME QUEM VOCÊ É, SEJA LÁ QUEM VOCÊ FOR!

beijo-espelho

Você já despertou alguma manhã com a sensação de que aquele seria mais um dia como tantos outros e de que todos os seus atos só o conduziriam novamente para o ponto de partida?
Você já se pegou imaginando vivendo uma vida completamente diferente da sua?
Quantas vezes você já desejou ser outra pessoa e agir de maneira oposta a que sempre agiu?
É realmente muito difícil estarmos nas nossas peles e conduzirmos as nossas vidas. Parece sempre, aos nossos olhos, que os outros são mais felizes, prósperos e espertos do que nós.
Vivemos comparando-nos com um batalhão de gente. Os modelos são muitos. Focamos nos aspectos positivos desses padrões que criamos ou que são criados pela mídia e acabamos por nos sentirmos inferiores ou inadequados.
A questão é que não existe ninguém nesse mundo que não carregue um arsenal de defeitos, medos, inquietudes e culpas. E tanto quanto você, quem lhe parece “perfeito” também erra, sofre, compara-se e acha que os outros são melhores modelos ou exemplos.
As pessoas magras, saradas, bonitas, ricas, famosas, bem amadas, sorridentes, inteligentes, desbravadoras, autoconfiantes, seguras ou talentosas que você tanto admira, ou até inveja, podem ser muito mais infelizes do que você pensa ou podem viver dentro de uma rotina de sacrifícios e extrema disciplina que você jamais estaria disposto a se submeter… Ou podem ser extremamente felizes mesmo, que bom pra elas!
Somos habituados a prestar atenção nas conquistas alheias, mas, geralmente, não nos damos ao trabalho de conhecer os obstáculos que foram transpostos ou os hábitos que tornaram possíveis os êxitos.
E sabe o que realmente importa?
O que importa é a gente mesmo!
Se os outros são felizes e bem-sucedidos, se estão perfeitamente encaixados nos padrões que a sociedade propaga como ideais, se fazem sacrifícios ou não, se sofrem ou não… Isso só importa para eles! Da mesma forma que tudo o que somos ou que nos acontece só importa de verdade para nós.
Quando a necessidade de comparação for substituída pela necessidade de autoaceitação, a vida se tornará mais descomplicada.
Emagrecer, prosperar, fazer sucesso, exercitar-se ou seja lá o que for só faz sentido se for originado pelo desejo de sentir-se melhor consigo mesmo e não para estar de acordo com os padrões pré-determinados que não levam em consideração as particularidades de cada um.
Então, resumindo, se você se se amar do jeito que é, se quiser melhorar-se para conquistar o que acha importante para sentir-se feliz consigo mesmo sem usar como modelos os desejos, necessidades ou padrões que nada tem a ver com você… Maravilha! As suas chances de êxito serão muito maiores, pois estará levando em consideração as suas reais necessidades e desejos.
Pode ser muito difícil usar a própria pele, viver a própria vida, calçar os próprios sapatos e trilhar o próprio caminho… Pode mesmo! Mas é infinitamente mais fácil do que tentar usar a pele de outro, viver a vida de outro, calçar os sapatos de outro e trilhar um caminho que nunca o conduzirá até a pessoa que mais importa: você!
Admire sempre: pessoas, lugares ou coisas; admire-se sempre também… Contudo, jamais inveje coisa alguma. A admiração pode servir de estímulo, a inveja pode servir de veneno.
Ame, sempre que for bom e lhe fizer bem! E, principalmente, ame quem você é, seja lá quem você for!

(Texto de Elaine Elesbão)

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APP ESTIMULA TROCA E EMPRÉSTIMO DE LIVROS

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Há livros que são como canetas Bic e somem sem que o dono tenha qualquer paradeiro do rastro deles. A realidade é que muitos se perdem no empréstimo entre amigos – e é isso que o aplicativo Livrio quer combater.

Com o app é possível cadastrar os livros que você está disposto a emprestar e assinalar o prazo pelo qual ele estará à disposição do amigo, também cadastrado na ferramenta. Quando o tempo se esgotar, um alerta é emitido para que a devolução seja feita.

Apesar de oferecer esse serviço, a missão do app não é servir de bedel, mas exatamente o oposto: estimular o compartilhamento de livros. A lógica é simples: ao rastrear e saber ao certo onde estão seus livros, o dono se sente mais à vontade para colocar mais deles à disposição dos amigos.

“A ideia é fazer os livros circularem e não ficarem parados da estante”, explica Aurélio Saraiva, idealizador e um dos sócios do app, que levou um ano para ser desenvolvido.

Após se cadastrar, o usuário faz a busca pelo título pretendido e o tempo com o qual quer ficar com o livro e a ferramenta indica os amigos mais próximos dele com aquela publicação. Quem quiser emprestar, pode escanear o código de barras de seus livros e preparar sua biblioteca virtual. Após o primeiro contato, os amigos devem combinar a entrega.

Em uma próxima versão do aplicativo, a ideia é que a cessão possa ocorrer até mesmo entre pessoas que ainda não se conhecem.

“Pensamos o app inicialmente como uma ferramenta para consolidar amizades, mas, logo no lançamento, a gente percebeu que as pessoas tinham predisposição a emprestar para qualquer pessoa”, diz Saraiva.

O Livrio pode ser baixado gratuitamente para iOS e Android.

(Fonte: Jornal Metro)

 

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PERDAS NECESSÁRIAS

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     Cada vez mais somos criados para ter e querer coisas. E ao longo da vida vamos acumulando tudo o que podemos: sonhos, objetos, dinheiro e, inclusive, pessoas.

     Não importa nada do que fazemos ou o que carregamos no nosso interior se não pudermos ostentar para os outros a nossa prosperidade e o quanto somos queridos e populares.

     E nesse processo de obter atenção e admiração, vamos nos escravizando a uma vida que serve mais como outdoor do que como satisfação pessoal.

     Quantos itens temos guardados nos armários, e que não nos servem mais?

     Quantas coisas compramos apenas para tentar tapar os buracos causados por um eu infeliz?

     Quantas pessoas chamamos de amigas sem que exista uma interação sincera?

     Quantos seres já chamamos de amor sem que o sentimento verdadeiro e recíproco fosse prioridade na relação?

      Estamos acostumando-nos a viver de aparências.

     O problema é que esse tipo de vida acaba por nos afastar da gente mesmo. E deixamos de obter o que realmente precisamos para lutar por aquilo que apenas queremos. E querer é muito diferente de precisar. Nem sempre aquilo que queremos, quando conquistado, consegue nos fazer felizes. Mas aquilo de que precisamos, quando alcançado, sempre consegue nos trazer alento.

      A vida é sábia… E se a gente não consegue fazer um limpa nos sentimentos, nos armários e nas relações, ela faz.

    De repente aquele amor, que parecia ser para a vida toda, já não nos toca mais, porque é baseado em posse, egoísmo, cobranças e controle…

     De repente aquele sonho de ser muito bem-sucedido, perde o sentido.

     De repente aquele grupo da amigos, deixa de ser interessante.

     Os de repentes acontecem e a gente descobre que consegue viver com menos e, principalmente, que consegue ser feliz com menos… Pois o menos, muitas vezes, pode significar mais.

     Passamos a valorizar os amigos que não largam as nossas mãos nos momentos difíceis.

     Passamos a ser os amigos que não largam as mãos, mesmo nos piores momentos, daqueles que confiam em nós.

     Passamos a querer em nossas vidas um amor que saiba compartilhar e que nos faça bem.

     Passamos a querer fazer bem para aqueles que amamos.

    Passamos a investir o nosso dinheiro em viagens e em passeios em vez de na compra de bens supérfluos.

    A sabedoria divina vai nos fazendo compreender que algumas perdas são necessárias para que possamos perceber que nem sempre quando perdemos, perdemos. Precisamos nos esvaziar dos nadas para que haja espaço para tudo o que somos e o que podemos vir a ser. Evoluir é isso.

    O importante é entender que nada que não possa ser levado conosco na hora da partida, tem valor. E só conseguimos levar o que cabe em nossos corações.

(Texto de Elaine Elesbão)

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PROTAGONISMO FEMININO NA LITERATURA

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QUINZE AUTORAS DE BRASÍLIA CRIARAM O GRUPO ESCRITORASDF PARA JUNTAS DIVULGAREM A ESCRITA DE AUTORIA FEMININA PRODUZIDA NA CAPITAL DO PAÍS

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LEIA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA (CULTURA, PÁG. 9 – METRO JORNAL), CLICANDO ABAIXO:

ESCRITORASDF NO JORNAL METRO

 

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INFÂNCIA DE GUIMARÃES ROSA INSPIRA FICÇÃO INFANTIL

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Antes de ser diplomata e acadêmico, o escritor João Guimarães Rosa, autor de “Grande Sertão Veredas”, foi apenas uma criança que descobriu a magia das palavras no sertão mineiro. A sua constante ligação com a terra natal e sua vida são recontadas com delicada poesia em “João, Joãozinho, Joãozito” (Ed. Record, 48 págs., R$ 50), livro de Claudio Fragata com belíssimas ilustrações de Simone Matias.

Elaborado em 2008, só agora o trabalho da dupla chega às estantes – e a obra vale não só pelo desafio da proposta, como pela bela execução. É no casamento entre ilustração e texto que a longa história de vida do escritor brasileiro é resumida em pouco mais de 40 páginas.

Um destaque está na premissa da obra, de que quando nasce um escritor, seus personagens já nascem junto com ele – Miguilim espera até que Rosa esteja pronto para passá-lo às páginas.

(Fonte: Jornal Metro)

 

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