JANEIRO – 2014

Editora Penguin India destrói polêmico livro sobre a história do hinduísmo

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A editoria Penguin Indian decidiu retirar do mercado e destruir todos os exemplares de um polêmico livro sobre a história do hinduismo, que foi denunciado na justiça por um grupo de universitários.
O livro “The Hindus, an Alternative History” (“Os hindus, uma história alternativa”), da americana Wendy Doniger, foi acusado de conter erros e atentar contra a religião. A autora do livro, de 74 anos, é professora de história das religiões na Universidade de Chicago, e declarou-se decepcionada e furiosa com a falta de liberdade de expressão na Índia.
Por sua parte, Dina Nath Batra, presidente do comitê Shiksha Bachao Andolan, que denunciou o livro, se mostrou satisfeito com a decisão de destruir os exemplares. A decisão foi muito criticada por vários intelectuais indianos, segundo o jornal Indian Express. Apesar de sua retirada do mercado, o livro está disponível em sua versão eletrônica e pode ser publicado por outra editora.

(Fonte: O Globo)

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Polícia encontra diários em que Philip Seymour Hoffman narrava luta com o vício em heroína

O ator se referia aos problemas com drogas como seus ‘demônios internos’ e relatava dilema com triângulo amoroso

O ator se referia aos problemas com drogas como seus ‘demônios internos’ e relatava dilema com triângulo amoroso

Um novo elemento envolvendo o ator Philip Seymour Hoffman pode ajudar a esclarecer o que aconteceu nas semanas que antecederam a sua morte. A polícia novaiorquina encontrou, no apartamento do artista, diários escritos à mão em que ele falava sobre a batalha diária de se manter sóbrio sendo um dependente químico.
Hoffman, encontrado morto devido a uma aparente overdose de heroína no dia 2 de fevereiro, teria narrado detalhes da dificuldade de controlar seus “demônios internos”, escrito sobre transações com traficantes e sobre o desejo de ficar limpo com a ajuda de encontros dos Narcóticos Anônimos. Entre os escritos, há também reflexões confusas, aparentemente feitas sob o efeito de drogas.
Segundo uma fonte confirmou ao New York Post, o ator escreveu que estava “preso em um triângulo amoroso”. Ele mantinha o relacionamento com Mimi O’Donnel, sua namorada de vários anos e com quem ele teve três filhos, além de uma mulher que havia acabado de conhecer.
Outra fonte da polícia revelou mais detalhes à rede NBC News: “O texto tem um fluxo de pensamentos difícil de seguir. Em uma linha, ele fala sobre ‘Frank que sempre deve dinheiro’, em outra da mesma página, escreve a respeito de uma garota de 15 anos do Texas. Parece que ele fez ao menos uma parte durante a reabilitação. Definitivamente continha alguma busca de consciência, mas também há um monte de divagações que não fazem sentido algum”.
Ganhador do Oscar de melhor ator por “Capote”, o ator admitiu ter saído da linha em 2012 depois de se manter sóbrio por mais de 20 anos, e foi para a reabilitação em maio do ano seguinte. Hoffman foi encontrado morto em seu apartamento, aos 46 anos, com uma seringa espetada no braço e com dezenas de envelopes plásticos que aparentemente continham heroína.

(Fonte: O Globo)

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Amazon diz que toma ‘medidas cabíveis’ em casos de pirataria

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Por dois anos, as traduções do carioca Fernando Py para os sete volumes de “Em Busca do Tempo Perdido” foram comercializadas irregularmente na plataforma de autopublicação da Amazon.
Cada um dos sete livros era vendido a R$ 8,31, sem a identificação de Py nem a anuência da Ediouro, para a qual ele fez as traduções.
“Levei quatro anos para traduzir a obra. É claro que isso me aborrece. Nem tanto pelo dinheiro, mas, principalmente, pela exclusão do meu nome como tradutor”, disse Py, ao tomar conhecimento.
No caso, dada a qualidade das edições, não seria melhor se lhe fosse dado o crédito.
“Há tantos erros de grafia, de formatação, de português, que fica difícil avaliar a qualidade da tradução e impossível aproveitar a leitura de um escritor que por si é de difícil leitura”, escreveu, em setembro, um dos leitores que criticaram as edições no site.
Questionada pela Folha, a Amazon informou que “medidas cabíveis são tomadas quando descobrimos títulos infringentes em nossa loja ou quando somos notificados por proprietários dos direitos sobre títulos infringentes”.
Sem o conhecimento da Ediouro (cujas edições estão indisponíveis) nem do tradutor, a loja só tirou os e-books do ar após a Folha questioná-la. Por “proteção à privacidade do usuário”, não informou quem os vendia.
“Liberamos informações pessoais e sobre contas quando acreditamos que a liberação é apropriada para cumprimento da lei”, esclarece a empresa em seu site.
Há dezenas de edições do gênero à venda na loja brasileira da Amazon (veja abaixo como reconhecê-las).
Casos similares também foram identificados em outros países. Em 2012, depois que uma autora de livros eróticos descobriu dezenas de edições irregulares nos EUA, a rádio americana NPR questionou a empresa a respeito.
Recebeu resposta similar à enviada agora à Folha, e concluiu que, “uma vez que você [o usuário] concorda com os termos [do contrato], a Amazon não é responsável”.
Pela Lei de Direito Autoral brasileira, quem vende uma obra fraudulenta é “solidariamente responsável com o contrafator”. Gustavo Almeida, advogado especialista em direitos autorais, diz que a loja pode ser multada caso não tome medidas após alertas.
Para ele, esse é um exemplo típico do “problema da transição de Gutenberg para o digital”. “É algo a ser contemplado pelo Marco Civil da Internet”, diz, sobre a regulamentação que abrange a responsabilidade de usuários e provedores e que tramita há anos na Câmara.
COMO RECONHECER O CLÁSSICO PIRATA
*- Falta de informações
Em edições piratas de clássicos, a página de apresentação do livro não discrimina o nome da editora nem o do tradutor da obra
– Sem folha de rosto
Baixando a amostra grátis do e-book, pode-se ver se há a chamada “folha de rosto”, presente em toda boa edição, com dados sobre a obra. Nas piratas, em geral entra-se direto no texto do livro
– Diagramação ruim
Edições piratas costumam ter problemas na formatação do texto, como quebras no meio de frases ou todo o conteúdo da obra num parágrafo só
– Comentários de leitores
Quem teve experiências ruins com a qualidade da edição costuma deixar críticas na página do livro no site

(Fonte: Folha de São Paulo)

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Romance encarna homem em conflito no Japão do século 19

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O leitor que deseja uma história com grandes peripécias se decepcionará com “Sanshiro”. O romance de Natsume Soseki (1867-1916), publicado no Japão em 1908, apresenta um enredo singelo e, ao lê-lo, temos a impressão de que nos contam a história de um tio ou de um amigo da família, embora seja ambientada na cidade de Tóquio na virada do século 19.
No penúltimo capítulo, quando os personagens assistem a uma apresentação de “Hamlet”, lembramos o quanto é contrastante a intensidade de uma obra de Shakespeare e a sutileza de “Sanshiro”.
Há delicadeza nos diálogos, em que o silêncio é recorrente, e contenção na expressão de sentimentos. E o que não é dito caracteriza a personagem mais interessante do romance: Mineko.
Enquanto a sua colega Yoshiko expressa o que pensa, ela, apesar de também ser forte e moderna, silencia seus pensamentos, é dúbia —lembra Capitu em algumas passagens— e reservada, e Sanshiro, enamorado, movimenta-se em direção a ela em terreno movediço.
Em um determinado momento, o protagonista se pergunta —e também o leitor— se ela não estará zombando dele. Afinal, é um caipira, inábil com as questões de cidade grande e as mulheres.
JUVENTUDE
Sanshiro é um rapaz de 23 anos que se transfere de Kumamoto para Tóquio para estudar literatura na universidade e se sente um estrangeiro no meio acadêmico.
A caminho da capital, encontra um homem que lhe adverte sobre o perigo de se comer um fruto envenenado, metáfora para os riscos que existem no mundo, como nos lembra Riobaldo em “Grande Sertão: Veredas”.
Em Tóquio, torna-se amigo de dois rapazes que lhe fazem contraponto: Yojiro, que é expansivo, divertido, irresponsável, e Nanomiya, um cientista, que é pragmático e racional.
O romance também revela uma metrópole modernizada pelo Período Meiji, cidade que vai se descobrindo aos olhos de Sanshiro e do leitor, com mulheres independentes e uma universidade tomada por ideais ocidentais.
TRADIÇÃO
Em discurso numa reunião de jovens acadêmicos, um estudante proclama: “Nós somos jovens que não podemos suportar a pressão do Japão de ontem. Ao mesmo tempo, somos jovens que não podemos suportar a nova pressão do Ocidente”.
“Sanshiro” é um romance de formação sem amadurecimento, como lembra Haruki Murakami. No processo, o personagem transita entre universos distintos: cidade do interior e metrópole, tradição e modernidade, Japão e Ocidente. E o final da história encontra o protagonista ainda confuso, sem ter consolidado a sua formação cultural ou emocional. É a personificação do homem japonês em conflito na Era Meiji.

SANSHIRO
AUTOR Natsume Soseki
TRADUÇÃO Fernando Garcia
EDITORA Estação Liberdade
QUANTO R$ 49 (272 págs.)
AVALIAÇÃO bom

(Fonte: Folha de São Paulo)

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Leia trecho do livro ‘Uma Relação Perigosa’, de Carole Seymour Jones

Carole Seymour Jones

Carole Seymour Jones

“Em Camus, assim como fora outrora com Nizan, o insignificante e covarde Sartre viu o homem de ação que aspirava a ser e que foi imortalizado nas páginas como o Brunet de ‘Os Caminhos da Liberdade’. Em Camus ele viu um homem vivendo o compromisso com a Resistência que apenas era capaz de observar de um canto afastado, lamentando o fracassso do “Socialismo e Liberdade”. Camus representava um tipo ideal para Sartre, seu “brilho e ofuscamento”, como Beauvoir descreveu, cegando o homenzinho ainda aprisionado em sua cabeça, debatendo-se com teorias e sistemas. Como um amante rejeitado, Sartre recordou em 1952 o que Camus significara para ele durante a guerra: “Entregar-se sem reservas para a Resistência. Vivenciar inteiramente uma luta austera, sem glória ou fanfarra cujos perigos dificilmente eram enaltecidos; e pior, correndo o risco de se ver rebaixado e aviltado.
Em 1952, Sartre, por um ou dois segundos, admitiu a verdade. Camus foi o autêntico combatente da Resistência que Sartre não foi. De um modo geral, Sartre e Beauvoir, indissoluvelmente ligados um ao outro com suas mentiras, maquinaram uma versão oficial dos eventos em que Sartre reivindicava uma paridade com Camus.”

(Fonte: O Estadão)

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Autor inglês A. C. Grayling troca santos e parábolas por artistas e filósofos

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Uma Bíblia sem Deus? Isto mesmo. Depois de anos de um pequeno boom editorial do ateísmo, com livros como Deus Não É Grande, de Christopher Hitchens, um filósofo britânico lançou um livro inspirado na Bíblia – mas na sua forma e não no conteúdo.
O Bom Livro, que acaba de sair no Brasil, é uma bíblia humanista que o autor oferece como alternativa à Bíblia cristã. Ao longo de 30 anos, o acadêmico que hoje é Mestre do New College of Humanities, em Oxford, reuniu trechos contidos em 2.500 anos de literatura, filosofia e ciência do Oriente e do Ocidente. O Bom Livro é apresentado em versos e organizado em 12 livros com títulos como Gênesis e Lamentações. Mas os textos são de autores como Confúcio, Heródoto, Aristóteles, Montaigne e Bacon.
Grayling acredita que a história do mundo seria outra se o pensamento científico e filosófico secular tivesse influenciado os autores da Bíblia. Embora o filósofo britânico tenha querido se inserir no debate sobre o ateísmo ele diz que O Bom Livro não é um ataque à religião e sim uma contribuição, uma espécie de terceira via humanista para o debate.
Ele vê o atentado às Torres Gêmeas no 11 de setembro de 2001, em Nova York, como um marco para o reexame da religião. “Até então”, diz, “a agenda religiosa ainda era encarada com certa deferência”. “O 11 de setembro mudou isso mas veja que é ainda muito cedo. Os cristãos estão acostumados a se submeter a alguma perseguição”, argumenta. “Mas a tolerância de islâmicos para a dissidência é bem menor.”
O senhor diz que começou a escrever o livro há 30 anos. Qual foi a motivação inicial?
Eu estudava para o doutorado em Oxford e comecei a refletir sobre perspectivas éticas diversas. E me perguntei se a história do mundo teria sido diferente se os autores da Bíblia tivessem mergulhado na escrita secular, buscado inspiração em poetas, escritores, figuras que tinham uma compreensão melhor da condição humana. Então comecei a colecionar material não religioso, textos que seriam reunidos como foi reunida a Bíblia.
Críticos que admiram o livro questionam a decisão de fazer o paralelo com a Bíblia. Não seria melhor ter oferecido um livro sem a comparação?
A Bíblia é organizada e escrita de maneira bastante acessível. Você pode abrir aqui e ali, recorrer ao volume quando quiser e encontrar inspiração. Considero a organização da Bíblia um bom modelo. Uma primeira preocupação minha foi tornar o livro acessível. A segunda foi mostrar que a sabedoria de filósofos, historiadores e poetas era maior do que a de profetas religiosos.
Qual a importância do fato de que o senhor foi criado numa família sem religião?
Sim, fui criado sem acreditar em Deus. Eu encontrei a religião na escola, comecei a observar as crenças diferentes e me causou alguma estranheza. Havia esta ideia de que não haveria “salvação” a não ser que fosse cristão, judeu, hindu. Eu me dediquei a ler a fundo livros sobre diferentes tradições religiosas e percebi que havia restrições assustadoras. Mas devo dizer que aprecio a grande beleza poética de passagens desses livros. Infelizmente, eles não ajudaram muito o progresso humano.
O material foi colecionado ao longo de três décadas mas o livro saiu logo após a explosão do novo ateísmo, de autores como Richard Dawkins, Christopher Hitchens e Sam Harris.
Uma das minhas motivações foi publicar a tempo de fazer parte neste debate. Queria argumentar que, na discussão sobre acreditar ou não em Deus, não prestamos atenção na grande alternativa que é o Humanismo. Quando o debate esquentou, três questões foram separadas. Primeiro, a metafísica, sobre a existência do divino. Depois a questão da relevância do secularismo. E, por fim, o que me parece mais importante, a questão de como nos comportamos e conduzimos nossa vida moral. Não existe o “tamanho único” como resposta. O Humanismo vem de uma tradição, desde Aristóteles e Sócrates, em que nós devemos escolher caminhos compatíveis com nosso potencial. Pode-se viver a “boa vida” de várias maneiras.
Na última década, os Estados Unidos tomaram a liderança, no mundo desenvolvido, de uma tendência cultural que muitos consideram obscurantista. Cito, como exemplo o fato de que o ensino da Teoria da Evolução foi prejudicado em favor do ensino religioso sobre a criação do mundo, nas escolas.
Sim, mas chamo atenção para outro fato que explica esta radicalização. Estima-se que a direita evangélica nos Estados Unidos tenha 60 milhões de pessoas e a maioria delas considera que detém o monopólio da verdade. Mas a população que não declara vínculo religioso é cada vez maior, entre os americanos, especialmente os que têm menos de 35 anos. Então, acredito que há uma minoria vociferando e se debatendo sob pressão. Acredito, também, que vai haver um retrocesso para o fundamentalismo religioso no mundo. Veja que os fundamentalistas islâmicos estão sobretudo se matando uns aos outros. A rivalidade, especialmente entre xiitas e sunitas, que ficou quieta durante séculos, explodiu. É um mundo que está ruindo sob a pressão da globalização. Quando a cultura visual, o cinema, por exemplo, chega a uma comunidade que não está acostumada a questionar seus valores, o desconforto é enorme.
O senhor começou a escrever o livro tendo um leitor em mente? O quanto o seu leitor mudou ao longo dos últimos 30 anos?
Bem, enquanto colecionava o material, fui me inspirando para escrever outros livros e entender quem seria o leitor. Destaco que o livro que lancei em seguida, The God Argument, que lida com questões de deificação e é uma espécie de complemento. Como viajei muito e falei em público sobre os dois volumes, passei a compreender melhor os problemas que mobilizavam o público. Notei que, à medida que a religião perde espaço, há uma grande busca, especialmente entre os que têm mais educação, por recursos que orientem as escolhas de vida. Vejo nesta busca parte da explicação para o sucesso de meus amigos, como Richard Dawkins e Christopher Hitchens. Porque muitos destes leitores vivem entre pessoas que têm fé religiosa e encontraram nos autores ateus alguém que compreendeu seus dilemas. Outra explicação que me ocorreu ao participar de um seminário em Austin, no Texas: a comunidade não religiosa aprendeu com o movimento gay. Os gays americanos bradaram “sou gay e tenho orgulho disso”. Pense nas dificuldades tradicionais do ateu. Se você é um encanador numa cidade sulista americana, ninguém quer contratar seu serviço! E os ateus americanos perceberam que quebrar o isolamento seria a chave da aceitação.
O quanto o colapso econômico do final da década passada, nos Estados Unidos e na Europa, e a alienação provocada pelo desemprego em massa endossam um livro como o seu?
Durante décadas, o debate sobre a moralidade da organização social foi enfraquecido, o lucro endeusado. Mas, ainda que a ideia do socialismo como modelo econômico tenha sido desbancada, pelo menos na Europa, a ideia da justiça social nunca morreu. Quando os sistemas financeiros entraram em colapso, o pêndulo voltou a favorecer essa ideia. Mesmo assim, entre meus alunos, ainda vejo uma erosão do interesse por Humanidades, uma atração excessiva por profissões ligadas a negócios. Quando pais de estudantes vêm me dizer que querem seus filhos com diplomas que favoreçam o emprego a curto prazo eu respondo: a educação não é para um só emprego, é para a vida.

(Fonte: O Estadão)

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Gal Editora lança novo volume de Lôcas

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Depois de publicar Lôcas – Maggie, a mecânica (leia o review clicando aqui), em 2012, a Gal Editora lançará, neste mês, o segundo volume das aventuras das personagens criadas pelo quadrinhista Jaime Hernandez.
Em Lôcas – As mulheres perdidas e outras histórias (formato 21 x 26 cm, 136 páginas, R$ 42,00), Maggie viaja até uma ilha que está em luta contra a opressão. Ao envolver-se por acidente no perigoso conflito, ela é dada como morta. Enquanto Hopey, Daffy, Izzy e Penny Century choram a perda e tentam continuar suas vidas sem Maggie, a jovem mecânica enfrenta sua maior aventura ao lado da fantástica Rena Titañon.
Descubra o passado das personagens, acompanhe as confusões de Hopey e sua banda e presencie o encontro final entre Maggie e Rand Race.
Em Lôcas, a editora publicas as histórias da premiada série Love and Rockets.
O título estará disponível em livrarias e lojas especializadas.

(Fonte: Universo HQ)

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Safadas – Verão

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Tradicionalmente, os quadrinhos europeus – especificamente os franceses – são experts quando o tema gira em torno de contos eróticos.
Ao longo dos anos, o gênero tem sido pouco explorado pelas editoras brasileiras, que disponibiliza um ou outro título avulso. Para preencher o hiato, a coleção Safadas traz pequenos casos nos mais diversificados traços, técnicas e estilos de autores pouco (ou nada) conhecidos por aqui.
A coletânea produzida pela Nemo foi lançada originalmente na França, pela editora Humanoïdes Associés, no começo da década de 1990. Como o próprio título diz, além do sexo, o verão também é o tema central.
A maioria das HQs tem um teor cômico, misturado com o cinismo e a acidez europeia. Com raras exceções, como a história que abre o volume, As camisas do senhor Bill, da quadrinhista Annie Goetzinger, que mostra um plano surreal de vingança de uma velha senhora envolvendo tecido e lembranças.
Outra história mais séria e com certo quê filosófico é Corpo e alma, de Daniel Ceppi, sobre pensamentos soltos de uma mulher em um bar. Já em Sobre alguns verões, a arte estilizada de Denis Frémond mostra paulatinamente a vida sexual do protagonista através de quatro décadas.
No álbum, a presença do quadrinhista Philippe Caza é curiosa, já que o artista se destaca mais na área da ficção científica. Piquenique na praia Arcturus não deixa de apresentar o gênero, com uma trama envolvendo um homem-lagosta e uma sensual moça nas praias de um planeta qualquer. O autor já teve algumas HQs curtas publicada no Brasil na extinta revista Heavy Metal.
Outro que já teve HQs por aqui é Alex Varenne, autor de Amores loucos, A visita, Corpo a corpo, Mulheres de sonhos em quadros sonhados (todos da Martins Fontes) e Erma Jaguar (LP&M). Sua inconfundível arte em preto e branco ilustra encontros casuais na floresta em Pipiquenique.
Do lado mais nonsense e com o humor mais solto do álbum estão Gibrat com Antes da missa, a dupla Smolderen & Marcelé com Os Sirênios, a exploração de um folclore turístico em O amante do crepúsculo, de Harriet & Redondo, e o hilário e truculento Titio assusta as moças, de Cabanes.
Completam o time Igort, com seu traço sujo em Pussycat, na qual oferece asas a sua imaginação com uma pitada de super-herói; Blanc-Dumont e Vidal apresentam uma sátira sobre costumes em O verão de Valentin; e, por fim, Retif e Clavé mostram o mal-humorado e avarento Sr. Paul, professor de desenho.
O ponto negativo da edição é não ter nenhum texto de apresentação ou breves biografias dos seus autores. Seria um acréscimo muito bem-vindo.
Em compensação, vale destaque a bela e “turbinada” capa assinada por Fred Beltran, especialista em pin-ups que já trabalhou com o Alexandro Jodorowsky (autor chileno que, ao lado de Moebius, criou O Incal) e produziu também as outras capas da série. Além deste volume, a Nemo publicará mais três temas da coleção erótica: Encontros, Lingerie e Natal.

Com o perdão da piada, Safadas – Verão é uma ótima “rapidinha”.

(Fonte: Universo HQ)

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LIVRO BASEADO EM HISTÓRIA REAL, “12 ANOS DE ESCRAVIDÃO” CHEGA AO BRASIL

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A obra 12 Anos de Escravidão retrata a história de Solomon Northup, um homem negro nascido livre e que por mais de trinta anos desfrutou das bênçãos da liberdade nos Estados Unidos em pleno regime escravagista, e que ao término deste período, tendo recebido uma falsa proposta de trabalho, foi sequestrado, drogado e comercializado como escravo na região do Rio Vermelho, no estado de Louisiana, onde permaneceu por longínquos 12 anos. Foi um período sombrio na história dos Estados Unidos e, mesmo após sua libertação, a abolição total da escravatura só viria ocorrer dez anos depois, em 1863, por meio da pena do presidente Abraham Lincoln.
O livro conta toda jornada de servidão de Solomon, com relatos de sua vida e dos acasos que a pontuaram. De forma dramática e angustiante, o protagonista discorre seu dia-a-dia, o drama travado na pele e guardado na memória, sobre um cativeiro, passando por diversos senhores, e sofrendo os mais horríveis e desumanos açoites e castigos aplicados. Apesar de tudo, por todo este tempo, ele não perdeu a esperança e aguentou firme até ser resgatado.
A obra discorre sobre a crua realidade a que estes seres humanos eram submetidos, e isto ocorre já em uma época em que os abolicionistas lutavam arduamente pelos direitos dos escravos. Mas ainda em alguns estados era comum ver cidadãos sendo levados e escravizados às vezes até por toda vida.
Em uma escrita simples e ágil, são retratados os registros excepcionalmente vívidos e detalhados da vida de um escravo, uma narrativa que conta o período muito difícil para a população negra dos Estados Unidos, detalhes históricos, perigos e horrores da escravidão, e como o bravo, culto e inteligente Solomon Northup, após seu resgate, resolve nos presentear com sua perspectiva de ter feito parte das duas vertentes: a de um homem livre, e também como um escravo.
E para compreeender completamente as memórias de Solomon Northup, o livro nos mostra uma peça inestimável da história: o abolicionista canadense Avery Bass, que foi peça fundamental para a libertação de Solomon em janeiro de 1853. A obra faz tanto sucesso desde que foi publicada pela primeira vez em 1854, que finalmente recebeu uma adaptação cinematográfica, com estréia prevista no Brasil para 21 de fevereiro, com distribuição da Disney Filmes, concorre ao Oscar em 9 categorias e recentemente ganhador do Globo de Ouro na categoria melhor drama.

(Fonte: Correioweb)

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AMAZON INICIA VENDA FÍSICA NO BRASIL COM OFERTA DE KINDLE EM SITE

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Após pouco mais de um ano vendendo apenas livros digitais no Brasil, a Amazon fará sua primeira incursão no varejo físico a partir desta sexta-feira, quando passará a ofertar o dispositivo eletrônico Kindle em seu site.
Com a investida, a empresa norte-americana dá outro tímido passo em vendas online no país, mercado cujo faturamento anual é estimado em 28 bilhões de reais pela E-bit.
Ao mesmo tempo, a companhia delega a terceiros a tarefa de orquestrar o processo de entrega, considerado um dos maiores gargalos do setor, ao contrário do que faz nos Estados Unidos, onde é dona de gigantescos centros de distribuição.
Segundo Alex Szapiro, responsável por comandar a operação brasileira da Amazon, o envio dos tablets será realizado por empresas que já atuam no ramo, sem revelar a quantidade ou nome das parceiras logísticas.
Perguntado sobre a chance do movimento preceder negociação de produtos variados no Brasil, modelo que consagrou a Amazon como uma gigante de vendas líquidas de 74,45 bilhões de dólares em 2013, Szapiro evitou falar sobre planos futuros.
“O que eu posso dizer é que tudo o que a gente faz, a gente aprende. Estou aprendendo hoje sobre livros digitais e sobre o consumidor brasileiro”, disse.
“A partir de amanhã, eu vou aprender como fazer meu produto físico chegar do ponto A ao ponto B”, completou o executivo em entrevista na quinta-feira.
Por ora, a companhia dará foco à oferta de mais um canal de vendas para o Kindle, acreditando no aumento da popularidade dos e-books no Brasil.
“A gente escuta através das editoras que o mercado de livros digitais no Brasil já representa algo na casa de 3 por cento do total”, disse Szapiro. “É um número interessante, eu diria que extraordinário, para um segmento de mercado que não existia um ano atrás”.
O tablet da Amazon já era encontrado em varejistas parceiras da empresa no Brasil, como Livraria da Vila, Casa e Vídeo e CTIS.
Na Internet, uma das parceiras é a Nova Pontocom, divisão de vendas online da Via Varejo, do Grupo Pão de Açúcar, e vice-líder em comércio eletrônico do país.
Para atrair consumidores ao seu endereço a partir de agora, a Amazon oferecerá frete grátis e parcelamento em até 12 vezes, num momento em que diversas companhias do setor, como Netshoes e Máquina de Vendas, diminuem o número de prestações para itens de menor valor com o intuito de tornar as operações rentáveis.
“É uma novidade para a Amazon e uma obrigatoriedade no Brasil”, disse, referindo-se às facilidades de pagamento.
Quem comprar o tablet na amazon.com.br e já for usuário pré-registrado também receberá o dispositivo com e-books adquiridos anteriormente.
O novo modelo Kindle Paperwhite será vendido no site a partir de 479 reais, valor que já era praticado pelas varejistas parceiras, ante preço de 119 dólares (284 reais) no mercado norte-americano.
Desde que a Amazon entrou no país, em dezembro de 2012, o número de livros digitais em português vendidos no site subiu de 13 mil para cerca de 28 mil, sendo que os títulos gratuitos avançaram de 1,5 mil para 2,6 mil.

(Fonte: UOL notícias)

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