AGOSTO – 2014

Designer imagina coleção para celebrar os 70 anos da Ebal

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Celebrando os 70 anos da saudosa Ebal, o designer e ilustrador VAM imaginou uma linda coleção com os principais clássicos da editora.

Nesse exercício de criatividade, a série teria diversos volumes em capa dura com alguns dos principais títulos publicados por ela – Popeye, Zorro, Batman, Superman, Jonah Hex, Judoka e outros.

Fundada por Adolf Aizen em 18 de Maio de 1945, a Ebal ou Editora Brasil América Ltda. se transformaria nas décadas seguintes num marco da produção de quadrinhos da América Latina.

Confira em detalhes a homenagem bolada por VAM clicando aqui – aproveite e confira as outras postagens do blog Batdeira.

(Fonte: Universo HQ)

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Criado entre Ocidente e Oriente, quadrinista Riad Sattouf faz sucesso com HQ ‘O árabe do futuro’

Página da HQ “O árabe do futuro”, de Riad Satouff.

Página da HQ “O árabe do futuro”, de Riad Satouff.

Quando eclodiu a guerra civil na Síria, em 2011, Riad Sattouf agiu prontamente para ajudar familiares da cidade de Homs, um dos epicentros da revolta, a se refugiarem na França, onde ele vive. O início dos conflitos e sua operação particular de salvamento foi o elemento deflagrador para que mergulhasse no projeto de uma trilogia pessoal de história em quadrinhos (HQ). “L’árabe du futur — Une jeunesse au Moyen-Orient (1978-1984)” (“O árabe do futuro, uma juventude no Oriente Médio”), primeiro volume lançado com sucesso de crítica e de público este ano na França (Ed. Allary) — será publicado também em inglês, coreano, italiano, alemão, espanhol, holandês e, no Brasil, sairá em 2015 pela Intrínseca —, é uma narrativa autobiográfica sobre sua infância vivida na França, na Síria e na Líbia.

Reconhecido quadrinista da nova geração, criador do personagem Pascal Brutal, e com incursões também no cinema — prêmio César de melhor primeiro filme em 2010 com “Les beaux gosses” —, Sattouf, de 36 anos, é filho de mãe francesa, nascida na Bretanha, e de pai sírio, de uma aldeia próxima a Homs. O casal se conheceu no começo dos anos 1970 em Paris, no restaurante universitário da Universidade Sorbonne, onde o pai, Abdel-Razak, de origem sunita, fazia uma tese sobre história contemporânea com uma uma bolsa oferecida pelo governo francês.

Franco-sírio, Satouff viveu a infância e a juventude entre dois mundos e culturas. “L’árabe du futur” é um álbum construído fundamentalmente a partir de suas memórias, numa mescla das impressões e sensações de uma criança nascida na França que elegeria o socialista François Mitterrand, e de suas peregrinações pelas ditaduras síria, de Hafez al-Assad, e líbia, de Muamar Kadafi. Com seu traço e olhar de hoje avivados pelos suvenires de outrora, Satouff retrata uma miríade de curiosos personagens, por meio de um relato íntimo repleto de anedotas em meio a singulares contextos políticos, sociais e religiosos.

O título surgiu a partir da obsessão de seu pai, arauto do pan-arabismo, com a educação nos países do Oriente Médio como uma saída do obscurantismo religioso e edificação do que chamava de “árabe do futuro”.

— Meu pai era obcecado pela educação no mundo árabe. Queria retornar para lá para criar o árabe do futuro, o árabe de amanhã, que não fosse supersticioso, escravo das grandes potências e, ao mesmo tempo, tinha uma concepção de progresso aliada a certas tradições. Ele queria que todo mundo aprendesse a ler, que estudasse. A aldeia em que nasceu era extremamente pobre, não havia água corrente. Ele cresceu na Idade Média, e ter viajado ao exterior foi um despertar de sua consciência para muitas coisas — conta o autor, hoje preocupado com “o ressurgimento do fascismo e do nacionalismo na Europa”.

Você quis construir um relato baseado exclusivamente em sua memória?

Tenho muitas lembranças da minha infância, que remontam longe no tempo. E parti unicamente destas memórias, não perguntei coisas para a minha família. Quando me refiro à época em que tinha dois ou três anos, me recordo da situação, do clima, da emoção, mas não dos diálogos. Então recompus diálogos, numa forma um pouco romanesca, para tornar legível. Mas parti, sim, só de coisas que tinha na minha cabeça. Lembro muito bem, por exemplo, de meu pai lendo o “Livro verde”, de Kadafi, e de minha mãe zombando dele. Basta abrir o livro em qualquer página, é trágico e cômico. E recomponho a história partindo de acontecimentos reais. Queria fazer algo fiel ao que tenho na cabeça. As lembranças de quando se é criança não se referem apenas a ações, mas a sensações, odores, luzes, sons. Queria fazer um relato completo disso, das coisas fortes que sentimos quando se é criança.

Trata-se de uma história de infância em meio ao contexto da época do mundo árabe. Como você fez esta abordagem?

Seria impossível fazer um livro que fale do “mundo árabe”. É demasiado complicado, muito complexo. Quando se fala do mundo árabe, sobretudo no Ocidente, se quer simplificar rapidamente e explicar tudo facilmente. O destaque que coloco no meu livro é que só falo do que conheci, ou seja, a vida numa aldeia perto de Homs. Deixo o leitor construir sua ideia. Não posso querer que isto represente a vida em sua totalidade. Em Alepo, a pouco mais de uma centena de quilômetros de onde eu morava, as pessoas viviam de maneira diferente. Mas penso que a obra fornece uma luz e um outro ângulo sobre situações que não víamos desta forma. Pelo íntimo e a experiência cotidiana de uma família numa aldeia pobre, de camponeses, quis dar uma clareza sobre a sociedade. São sempre as classes mais desfavorecidas que permitem distinguir a sociedade em seu conjunto.

O relato passa por Homs, na Síria, e pela Bretanha, na França, dois mundos diversos.

Eu queria contar os dois, tal como era. Minha mãe era originária da Bretanha e meu pai, da Síria. É uma combinação atípica. Eu experimentei os dois, e foi engraçado escrever como se vivia de cada lado, os pontos comuns que se pode ter, as diferenças. Conto a história desta mulher que vivia na Bretanha como no tempo da Idade Média, e que morreu quando eu era pequeno. Ainda é muito recente o progresso na França, há lugares muito pobres. A riqueza do país avança, mas há 50 anos, em certos aspectos, não estava tão distante da Síria.

Na sua experiência, as crianças sírias aparecem de uma certa forma como mais maduras do que as francesas.

As crianças da aldeia, meus primos, eram livres na Síria, largados na rua para fazer o que quisessem. Elas se tornavam maduras mais rapidamente. Eram também mais violentas, agressivas, e obcecadas pela briga, adoravam a guerra. Na França, as crianças eram mais mimadas, protegidas. Vivia uma parte do ano com essas crianças que já eram pequenos homens e, outra parte, com crianças francesas que tinham medo de tudo, eram incoerentes. Foi engraçado observar e contar isto.

Você mostra o intenso ódio a Israel estimulado nas crianças sírias.

Era algo que queria muito contar. Foi algo muito importante da minha infância. Era metade francês e metade sírio, e quando chegávamos à aldeia de meu pai, sua família aceitava o fato de que ele fosse casado com uma estrangeira, mas as crianças eram muito cedo educadas a odiar Israel, “O” país inimigo da Síria. Elas sabiam quem eram os países amigos dos americanos e dos russos. Quem apoiava os americanos era pró-israelense, e os países do bloco do Leste europeu eram amigos da Síria, aliada da União Soviética. Todo o equipamento militar sírio era russo. Este era o lado dos “bons”, dos muçulmanos. Era algo muito incrustado e cultivado na educação das crianças, e desde muito cedo. No segundo volume, conto como se passava na escola.

Você diz não ter consciência, na época, de que havia uma ditadura na Síria. Hafez al-Assad era um chefe rígido e sóbrio, ao contrário de Kadafi, na Líbia, mais no estilo playboy, com um lado bastante heroico ao olhar de uma criança.

Foi realmente uma impressão de criança. Mas é verdade que as condições nas quais vivíamos na Líbia eram melhores do que as que tínhamos na Síria. Mas falo das nossas condições, porque para a população em geral era terrível. Guardei esta lembrança de Kadafi como a de alguém mais dinâmico. Assad tinha um lado mais dissimulado. Kadafi era um louco. Mas são impressões de infância.

Como você vê a Primavera Árabe?

Tenho tendência a ser bastante otimista, mesmo se as coisas parecem por vezes muito negativas e sombrias. Penso que a partir do momento em que há uma vontade de mudança, é algo sempre positivo. Mas leva tempo. Quando vemos a Revolução Francesa, ela foi seguida de longos anos de caos, problemas, violência. Mas o fato de que haja um movimento no mundo árabe é muito positivo mesmo que, do meu ponto de vista, pense que vai levar 500 anos. Não verei estas mudanças em vida (risos).

E sobre a guerra civil na Síria, que já perdura desde 2011?

Acho que isto não está próximo de acabar. O fato de o país ter sido completamente abandonado é verdade que me chocou. Penso que um dia o mundo ocidental vai pagar muito caro por isto. Ignoraram pessoas que não esquecerão que foram abandonadas. Mas são escolhas históricas.

Qual seu sentimento em relação ao conflito Israel-Gaza?

É algo muito complicado. Eu moro em Paris próximo da Praça da República, onde ocorreram manifestações de pessoas que se reivindicavam pró-Palestina, com muitos confrontos. Havia numerosos slogans antissemitas, suásticas foram desenhadas na estátua da República, e muitas pessoas faziam a “quenelle”, saudação nazista criada por franceses. Considero isto escandaloso e aterrorizante. Penso que com a crise há um retorno do fascismo, que adota contornos completamente novos. Tudo o que sei sobre o conflito entre Israel e a Palestina é o que vejo graças à mídia, não vivo lá. Mas fico horrorizado tanto pelas imagens de destruição que se pode ver na Palestina como pelas terríveis imagens da Revolução Síria, ou também com Boko Haram (grupo militante islâmico nigeriano). Apenas me surpreendo muitas vezes com as paixões deflagradas pelo conflito israelense-palestino. Não é que não me sinta atingido, mas não quero fundar minhas opiniões na paixão das considerações midiáticas.

Você se preocupa com o aumento do antissemitismo, da islamofobia, da xenofobia?

Tudo o que sei é que quando fui ver a manifestação pró-Palestina na Praça da República, havia pessoas que desenharam a suástica e gritavam expressões antissemitas, vi com meus próprios olhos. Se contasse esta história numa HQ, seria disto que falaria, para questionar o leitor sobre o significado de tudo isto para a sociedade. Penso que, além disso, há um verdadeiro risco fascista na Europa, que se dissimula: passa pelo ódio à mídia, pela recusa em se acreditar que a imprensa é independente, pelo ódio à política e à democracia, ao direito das mulheres… Dizer que a classe política deve ser varrida é a retórica do fascismo. Mas em relação a mim, minha profissão é apenas contar o que vejo na rua.

Você já disse ter perdido a esperança de integrar seus lados francês e sírio num conjunto homogêneo. Na Síria, você era um francês, e na França, um “árabe de nome estranho”.

É verdade que esta posição de se sentir um pouco à parte estimula a observação. E é o que faço no meu trabalho. Forçosamente, quando somos colocados à parte, observamos como vivem aqueles que dizem “Nós pertencemos a este sistema, você não faz parte”. É verdade que a xenofobia, o racismo, a exclusão são coisas comuns a todas as culturas humanas. Damos mais atenção, muitas vezes com razão, ao racismo nos países mais ricos. Na África, as etnias se odeiam de uma aldeia a outra; na Síria, o Norte detestava o Sul; os argelinos detestam os marroquinos, não tem fim. O racismo e a xenofobia são os sentimentos mais partilhados pelo ser humano. E o fato de se sentir orgulhoso do local em que se nasceu me parece uma ideia absurda. Mas é minha história pessoal que leva a isso.

Você faz cinema e HQ, mas vê nos quadrinhos um aspecto artesanal fascinante…

O que mais faço desde que estou na França é HQ. O cinema apareceu depois graças à HQ, mas não era um objetivo. Quero continuar a fazer HQs, o cinema é algo mais complicado, há mais pessoas envolvidas. Para os meus álbuns, estou sozinho com uma folha e um lápis e conto o que eu quero.

(Fonte: O Globo)
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De passagem pelo Brasil, Gumbrecht lança dois livros

O mestre. Teoria da literatura ilumina a ressonância de obras e ideias ao longo do tempo

O mestre. Teoria da literatura ilumina a ressonância de obras e ideias ao longo do tempo

Alemão participou da Bienal e falou com exclusividade ao ‘Estado’

As ideias não são abstratas. Tampouco as obras. Elas têm raiz. Emergem de um solo, de gestos, de expressões. Surgem de uma presença. Estão envolvidas em uma atmosfera, que lhes confere contorno e tom. A história das ideias e a teoria da literatura não se restringem a descrever um sistema das obras. A teoria da literatura ilumina a ressonância de obras e ideias ao longo do tempo. Capta a presença e a atmosfera que as animam. Analisa a latência dessas obras, ideias e atmosferas no presente.

Hans Ulrich Gumbrecht, carinhosamente conhecido como Sepp, é um dos principais teóricos da literatura em atividade hoje no mundo. Depois de três horas de conversa entre cafés e cigarros, pude enfim compreender o cerne de sua teoria: antes de ser uma ideia, o pensamento é uma fisionomia. Uma presença. Uma atmosfera. A vivacidade de suas páginas e a vivacidade de sua expressão são complementares. A voz é uma inflexão de seu pensamento. Como dizia Pierre Hadot, todo pensamento é uma forma de vida. Não há nenhuma distância entre Gumbrecht e Sepp.

O leitor brasileiro agora tem acesso à produção mais recente de Gumbrecht-Sepp por meio de dois excelentes livros, lançados na Bienal do Livro de São Paulo: Depois de 1945: Latência Como Origem do Presente e Atmosfera, Ambiente, Stimmung: Sobre Um Potencial Oculto da Literatura, editados respectivamente pelas editoras Unesp e Contraponto.

Desde Materialidade da Comunicação (1994), Gumbrecht tem se dedicado a uma teoria não hermenêutica da literatura, ou seja, a uma abordagem que contemple os suportes materiais das obras e não apenas seu sentido. Em Produção de Presença: O Que o Sentido Não Consegue Transmitir (2004), essa indagação se sutilizou. A partir do conceito de ser proposto por Heidegger, e por meio de um intrincado debate com pensadores contemporâneos como Jean-Luc Nancy, Gianni Vattimo, Judith Butler, Michael Taussig, Martin Seel e Karl Heinz Bohrer, Gumbrecht critica divisões metafísicas sujeito-objeto e alma-corpo.

A presença seria um campo de manifestação das obras de arte que escapa a essa cisão representacional. As obras de arte não representam uma realidade que lhes seja exterior. Tampouco se reduzem à materialidade de seus artefatos técnicos. Toda obra existe como presença. E como presença afeta o leitor em diversos aspectos. Uma obra não é nem subjetiva nem objetiva. Uma obra é sempre um intervalo. Uma presença.

Em Atmosfera, Gumbrecht desdobra os potenciais contidos no conceito de presença, transferindo-os para o novo conceito: Stimmung (atmosfera). A atmosfera é decisiva para a compreensão de alguns dos grandes momentos da literatura. Ela orienta as canções medievais de Walther von der Vogelweide. Mostra-se na tradição da novela picaresca espanhola. Emerge em Shakespeare, em Diderot e no pintor romântico Caspar David Friedrich. A atmosfera também é o fio condutor de Morte em Veneza de Thomas Mann, de Machado de Assis e mesmo das canções de Janis Joplin.

Mas como articular atmosfera e presença para além das esferas da arte e da literatura? Em certo sentido, esse é o esforço de Gumbrecht em Depois de 1945. Com as memórias pessoais, não necessariamente autobiográficas, Gumbrecht reconstrói a atmosfera do período imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial. Marcas de carro, estrelas de cinema, reportagens da revista Life, propagandas e produtos da cultura de massa se mesclam a reflexões sobre Beckett, Sartre, Buñuel, Pasternak, Camus, Celan.

Imagens da infância na casa dos avôs desenham em tons fugidios o período de desmonte do nacional-socialismo. Canções de Edith Piaf lançam luzes sobre o existencialismo francês. Gottfried Benn, Martin Heidegger, Carl Schmitt são analisados contra o pano de fundo da chamada revolução conservadora, que promovera a ascensão de Hitler. Os brasileiros João Cabral de Melo Neto e Guimarães Rosa, bem como as literaturas hispano-americana e norte-americana, gravitam ao redor desse turbilhão.

Nessas constelações culturais, Gumbrecht identifica algumas constantes: claustrofobia, sensação de beco sem saída, má-fé, interrogatórios, descarrilamento. Contudo, a vida do pós-guerra seguiu o seu curso, como se tudo tivesse voltado à normalidade. E nisso consiste o grande sintoma. A história perdeu sua capacidade redentora. A política se esvaziou. A guerra persiste sob a forma de latência, mesmo nos ambientes de paz. Mas nós continuamos acreditando na política e na história. Não mais por utopia, mas apenas por não termos outra alternativa. Hoje em dia o sentido da história (teleologia) simultaneamente nos redime e nos aprisiona.

A imagem da latência é a de um passageiro clandestino. Muitos no trem percebem sua presença. Mas ele é invisível. Ao fim e ao cabo, a mensagem de Gumbrecht deixa uma fresta de esperança. Talvez a história volte a fazer sentido quando percebamos que somos todos clandestinos. E que os trilhos não nos levam nunca à estação que esperávamos.

(Fonte: O Estadão)

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Deuses Americanos | Adaptação do romance de Neil Gaiman à TV seguirá modelo de Game of Thrones

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Bryan Fuller (Hannibal) conversou com o CraveOnline sobre American Gods, a adaptação do romance Deuses Americanos de Neil Gaiman para a TV.

De acordo com o produtor e roteirista, a série seguirá um modelo similar ao da adaptação de Game of Thrones: “Basicamente seguiremos os eventos do livro, mas vamos expandir esses eventos para ir acima e além de Shadow e Wednesday. Nesse sentido, como em Game of Thrones, haverá dúzias de personagens que você seguirá no decorrer dos eventos“. Ainda de acordo com Fuller, a série contará com elementos de Os Filhos de Anansi, outro livro de Gaiman.

O livro conta a história de um ex-condenado, Shadow, que vaga  por uma América nos dias atuais repleta de deuses mitológicos da Antiguidade.

Fuller e Michael Green (Lanterna VerdeHeroes) escreverão o roteiro do piloto, além de servirem como produtores principais de American Gods. Gaiman deve escrever alguns episódios e será o produtor-executivo da série, que tem produção da FreemantleMedia North America.

Lançado em 2001, o romance foi cotado em 2011 pela HBO, que queria adaptar a obra em parceria com a Playtone, produtora de Tom Hanks Gary Goetzman, e transformá-la em seis temporadas, cada temporada custando de 35 a 50 milhões de dólares, com 10 a 12 episódios de uma hora cada.

O acordo com o canal Starz é de que, após finalizado, o roteiro do piloto seja analisado pelos executivos da emissora e, se aprovado, seja oficializada uma temporada completa de American Gods. Caso receba o sinal verde, as filmagens devem acontecer entre 2015 e a estreia ficará para 2016.

(Fonte: Omelete)

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Tarzan | Fotos do set mostram Margot Robbie como Jane e Christoph Waltz como o vilão

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A adaptação de Tarzan do diretor David Yates (Harry Potter) ganhou as suas primeiras imagens de bastidores. As fotos mostram Margot Robbie como Jane e  Christoph Waltz como o vilão do filme:

Além de Robbie e Waltz, o filme tem no elenco Alexander Skarsgard (Tarzan) e Djimon Hounsou  (Mbonga). Na nova versão, Tarzan estaria completamente adaptado à vida em  Londres, retornando ao Congo a pedido da Rainha Vitória para investigar uma série de problemas na colônia. Samuel L. Jackson também integra o elenco.

Stuart BeattieCraig Brewer  assinam  o roteiro baseado no personagem de Edgar Rice Burroughs. Tarzan estreia em 1º de julho de 2016, com cópias em 3D.

(Fonte: Omelete)

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Marvel Comics cancelará mais revistas

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Segundo o site Bleeding Cool, a Marvel Comics vai cancelar mais duas revistas: All-New Ghost Rider e All-New Ultimates, após a edição # 12.

All-New Ultimates concluirá em janeiro, com um arco de três partes, com enredo de Michel Fife e arte do brasileiro Amílcar Pinna.

A saída do desenhista Tradd Moore – para se dedicar à sua revista Luther Strode, da Image Comics – é a provável causa do encerramento de All-New Ghost Rider, o título do novo Motoqueiro Fantasma (Motorista Fantasma seria uma tradução mais correta, uma vez que ele pilota um carro). Moore tem um traço bastante característico, no estilo street art, que definiu a publicação.

Outros dois títulos que estão em perigo são Invaders e Secret Avengers. As equipes editoriais foram informadas de que a continuidade de cada um dependerá das vendas mensais.

Mas nem todas as notícias são ruins. As séries Storm e Nightcrawler terão um mínimo de 12 edições. Além disso, a versão juvenil de Jean Grey, criada por Brian Bendis e Stuart Immonen, ganhará revista própria, da mesma forma que Ciclope.

(Fonte: Universo HQ)

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Holandês lança livro de receitas feitas com carnes de animais extintos

Reprodução de carne feita em laboratório: estimativa de venda em pelo menos 10 anos.

Reprodução de carne feita em laboratório: estimativa de venda em pelo menos 10 anos.

Segundo Koert van Mensvoort, os ingredientes produzidos em laboratório chegarão às cozinhas em um futuro próximo

Na mesa dos Flintstones, o filé de brontossauro é a estrela do jantar. Quem nunca, assistindo ao desenho animado, imaginou que gosto teria o excêntrico prato principal? A boa notícia é que essa curiosidade tem tudo para ser sanada. Um ano após a divulgação do primeiro hambúrguer feito a partir de carne cultivada em laboratório, o holandês Koert van Mensvoort, doutor em filosofia, lançou um livro compilando receitas cujo ingrediente principal também precisa ser desenvolvido entre balões de vidro e microscópios. Coxa de dinossauro, nuggets com carne do extinto pássaro dodô, ostras criadas in vitro e sushi transparente são algumas das refeições excêntricas ensinadas na obra The in vitro meat cookbook (O livro de cozinha da carne in vitro, em tradução livre).

“Esse livro de culinária explora os pratos a base de carne in vitro que poderiam chegar à nossa mesa no futuro”, garante Mensvoort. Além dos carnívoros de plantão, o autor atende aos vegetarianos na publicação, que será lançada no final do ano e ainda não tem previsão de tradução para o português. Isso porque, segundo ele, para consumir qualquer uma das receitas, não seria necessário usar carnes provenientes de animais, mas alternativas desenvolvidas em laboratório. Mensvoort chama a atenção para o fato de que, em um futuro não muito distante, não será possível consumir carnes como fazemos hoje e que, por isso, produtos feitos em laboratório se tornarão uma importante fonte de alimento. “A carne in vitro, cultivada a partir de células em laboratório, poderia fornecer uma alternativa sustentável e amiga dos animais”, complementa.

Cientistas, ativistas, filósofos e chefs foram consultados para garantir que o livro seja tão preciso cientificamente quanto executável entre o forno e o fogão. Em 186 páginas, a publicação reúne 45 receitas e debate passado, presente e futuro da carne por meio de ensaios, entrevistas e gráficos, apresentando dezenas de “visões criativas” com base no ingrediente feito em laboratório. Os pratos, preparados apenas na imaginação dos criadores, receberam avaliações, divididas de uma a cinco estrelas.

O critério utilizado para a classificação foi a viabilidade do prato: cinco estrelas para a refeição que já pode ser preparada na atualidade, e uma àquela que ainda está muito longe de ser realmente elaborada e apreciada. Com essas regras, o hambúrguer in vitro levou as cinco condecorações, visto que a carne já foi produzida em laboratório. Já a coxa de dinossauro tem apenas uma. Preparada com batatas, alho, vinagre e especiarias, o prato só existe no desenho, pois depende da produção a partir de células-tronco do frango, feito ainda não realizado na vida real.

(Fonte: CorreioWeb)

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Em livro, Ezio Flávio Bazzo fala como os anões são “explorados moral e socialmente”

Bazzo: "Escrevo para tentar salvar-me neste mundo problemático e vil"

Bazzo: “Escrevo para tentar salvar-me neste mundo problemático e vil”

Foi durante uma temporada em Marselha, França, que o escritor Ezio Flávio Bazzo começou a conjecturar sobre a existência dos anões e a escrever Inventário de cretinices. Bazzo partiu das próprias angústias para o que ele diz ser a continuação de todos os livros que já escreveu e uma maneira de falar sobre um tema recorrente. A obra tem lançamento marcado para nesta quinta-feira (28/8), às 19h, no Senhoritas Café e é uma reflexão sobre o que Bazzo chama de “inferno”. “Os anões foram apenas um pretexto para o livro”, avisa o autor. “O mais surpreeendente e o mais incômodo durante este trabalho foi o registro (a confirmação) de como eles (os anões) são e sempre foram explorados moral e socialmente.”

É com o olhar de viajante que o autor gosta de observar o mundo ao redor. O terreno estranho e a solidão dos viajantes costuma ser uma combinação da qual o autor sempre sai com um punhado de linhas. Inventário de cretinices, porém, não tem nada de novo segundo Bazzo. Para ele, por mais que mudem os títulos, o livro publicado hoje é sempre uma continuação daquele editado ontem. “O escritor fica a vida inteira acorrentado e preso sempre às mesmas questões sociais ou existenciais, apesar de procurar camuflar de seus leitores essa mesmice e essa embromação”, avisa. “Escrevo apenas e sempre para tentar salvar-me neste mundo problemático e vil”, completa.

A falta de pretensão literária já rendeu a Bazzo 24 livros. Psicólogo de formação e terapeuta, ele conta que não obedeceu a nenhum método de pesquisa formal para produzir o livro e partiu apenas das próprias observações e reflexões. “Apesar do livro trazer uma bibliografia importante sobre o assunto, fui olhando o mundo e observando esses pequenos seres. Enfim, por que sempre tive um sentimento ambíguo pela “pequenez” humana”, diz.  Bazzo conta que não chegou aos anões por acaso. “Foram eles que me escolheram!”, garante.

(Fonte: CorreioWeb)

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Bruce Springsteen lança livro ‘infantil para adultos’

Bruce Springsteen no Rock in Rio, no ano passado.

Bruce Springsteen no Rock in Rio, no ano passado.

Músico publicará em novembro ‘Outlaw Pete’, baseado em canção sua sobre bebê que assalta bancos

Bruce Springsteen acaba de se juntar ao grupo cada vez maior de roqueiros (entre eles Keith Richards e três dos Beatles) que escreveram livros infantis — ou, ao menos, é o que parece. “Outlaw Pete” (“Pete fora-da-lei”), baseado em sua canção homônima de 2009, será lançado em 4 de novembro pela Simon & Schuster e é tratado pela editora como “um livros para adultos” que pode ser lido por crianças.

O livro segue o estilo das publicações para crianças, com ilustrações, histórias curtas e lições de moral. Apesar disso, a editora não considera o título um livro infantil.

“É um livro para quem ama uma história de faroeste. É para todas as idades”, garantiu nesta quinta-feira Jonathan Karp, presidente do grupo. “Obviamente, a canção que inspira o livro é para adultos. Tem uma sensibilidade adulta, assim como o livro. É irônico, arrebatador e majestoso, como as canções de Springsteen. Definitivamente não é infantil, mas tenho lido o livro para meus filhos, assim como alguns colegas têm feito com os seus.”

Ele aproveitou e explicou brevemente ao que o título se refere.

“‘Pete fora-da-lei’ é essencialmente um personagem de Bruce Springsteen, falando sobre destino. É um bebê que assalta bancos e se arrepende das coisas que faz, mas, como a canção diz, ‘não se pode desfazer o que foi feito.'”

De acordo com a Simon & Schuster, a ideia do livro nasceu do ilustrador Frank Caruso, que convidou Springsteen a fazer o texto. Karp garantiu ainda que, assim que recebeu o original, fez uma oferta.

“Outlaw Pete” foi lançada como a canção que abre o álbum “Working on a dream”, de 2009. Springsteen chegou a ser acusado de plágio por conta de semelhanças musicais com o clássico “I was made for lovin’ you”, do Kiss. Apesar das semelhanças, “The boss” não foi processado.

(Fonte: O Globo)
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Tony Bellotto traz de volta Remo Bellini, seu personagem mais famoso

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Guitarrista e escritor retoma detetive, criado há quase 20 anos e agora envolvido em sequestro

Visto pela última vez nas telas do cinema (em 2008, quando estreou a adaptação de “Bellini e o demônio”, livro lançado 11 anos antes), o detetive Remo Bellini fechou o escritório e deu um tempo na rotina de investigações movidas por blues, birita e beldades. Já o seu mentor, o escritor (e guitarrista dos Titãs, e colunista do GLOBO) Tony Bellotto aproveitou a folga da criatura para explorar outros protagonistas em livros como “Os insones”, “No buraco” e “Machu Picchu”. Mas bastou um chamado seu para que o charmoso e sempre irônico personagem desse as caras. “Bellini e o labirinto”, que a Companhia das Letras pôs nas livrarias este mês, vem para completar uma tetralogia com “Bellini e a esfinge” (1995), “Bellini e o demônio” e “Bellini e os espíritos” (2005).

— Desde o começo, não quis ficar refém de um personagem só. O meu ídolo na literatura policial, o (escritor belga Georges) Simenon, alternava o (comissário) Maigret com outros personagens — revela Bellotto, hoje um tanto cansado com a forma pejorativa como o gênero é tratado no ambiente dos escritores. — Sempre fui movido pela literatura, seja (Raymond) Chandler ou (Gustave) Flaubert. Quis então me exercitar em livros que não fossem comprometidos com o policial.

Por sugestão do editor da Companhia das Letras André Conti, o escritor retomou Bellini, no ano passado, para uma graphic novel. Ele escreveu para o quadrinista Pedro Franz o roteiro de “Bellini e o Corvo”, que a editora pretende lançar no começo de 2015. E aí sentiu de verdade a saudade do personagem. Ao mesmo tempo, ficou animado com a microssérie de TV “O canto da sereia”, baseada em romance de Nelson Motta, que põe a trama policial num ambiente de música popular (no caso, o do axé de Salvador).

— O (escritor) Reinaldo Moraes sempre me dizia que eu tinha que encaixar o Bellini no mundo da música, do qual ele sempre passou longe. Isso me ajudou a redescobrir o prazer de escrever uma história para ele — conta Bellotto, que agora, em “Bellini e o labirinto”, o põe no meio da investigação do sequestro de Brandão, da dupla sertaneja Marlon & Brandão.

GOIÂNIA É PERSONAGEM

Nada de estranho, porém. O guitarrista dos Titãs diz ter uma ligação muito forte com a música sertaneja, que conheceu na infância interiorana, na cidade paulista de Assis, e que viu crescer nas mãos de companheiros de estrada, como Chitãozinho & Xororó e Zezé di Camargo & Luciano.

— Me assombra o gigantismo da produção que esse tipo de música tomou. Algumas duplas são como empresas, muito organizadas. Não são que nem os Titãs, que só ficavam torrando dinheiro — brinca Bellotto. — E o Bellini, que tem um olhar crítico sobre todos os aspectos da vida, pode fazer considerações sobre esse mundo que eu, particularmente, não faria.

A trama de “Bellini e o labirinto” se passa em Goiânia, meca da nova música música sertaneja. No melhor estilo dos romances policiais, a cidade é também ela um personagem.

— Goiânia sempre me intrigou, desde a primeira vez em que os Titãs foram lá, no começo da carreira. É uma cidade paradoxal: ao mesmo tempo cosmopolita e provinciana, do interior profundo do Brasil. E, apesar de todo o sertanejo, tem uma plateia de rock ensandecida, que superava em loucura até as de Rio e São Paulo. Achava que era o momento de ir fundo nesses mistérios — conta Bellotto, que, no livro, lembra ainda que a cidade entrou para a História como palco do maior acidente radioativo do Brasil, em 1987, quando catadores de ferro velho abriram um aparelho usado em radioterapia e expuseram milhares de pessoas à contaminação do Césio-137 (quatro acabariam morrendo).

Na sua volta às páginas, Bellini está mais maduro e desencantado. Coisa, para Bellotto, bem natural.

— Comecei a escrever os livros do Bellini quando tinha 30 e poucos anos, aquela idade em que você vira adulto. Eu punha no personagem a percepção daquela virada. Aos 50, vivi outra virada. E agora, com 54, vejo-o mais como um cara solitário, fracassado em vários sentidos, mais próximo do fim da vida. Tive muitos questionamentos sobre a finitude, li muito Philip Roth, e isso está no Bellini.

CONFIRA UM TRECHO DE “BELLINI E O LABIRINTO”

“Como você sabe que ele foi sequestrado? O Brandão não pode ter entrado no carro de uma fã? Deve estar contemplando a alvorada no acostamento ou escornado num quarto de motel. Ele nunca desapareceu antes?”

“Não desse jeito, largando o carro no meio da estrada e deixando a carteira e o celular pra trás.”

“O Brandão bebe?”

“Só energéticos. Somos abstêmios.”

Luis Buñuel não confiava em homens abstêmios. Infelizmente não posso me dar ao luxo de ser tão exigente com meus clientes.

“Drogas?”

“Não! Somos evangélicos. Nosso coração é puro, como o de Jesus.”

“Não se fazem mais pop stars como antigamente”, eu disse.

“Você é um cara estranho, Bellini.”

“Muito cedo para elogios, Marlon. Relaxa.”

(Fonte: O Globo)

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