OUTUBRO – 2014

Projeto Pipocando poesia se encerra neste fim de semana com presença de Juliano Cazarré

Ator dará vazão a sua porção poeta no evento do CCBB

Ator dará vazão a sua porção poeta no evento do CCBB

O livro, lançado há dois anos, traz versos do versátil ator, que busca outras formas de expressão

O projeto Pipocando poesia, encerra temporada neste domingo, com presença do ator Juliano Cazarré. O artista aparece para um bate-papo sobre literatura e para autografar Pelas janelas, de sua autoria.O livro, lançado há dois anos, traz versos do versátil ator, que busca outras formas de expressão. Para o pública, é uma oportunidade de ver de perto o artista, que passa a maior parte do tempo no Rio de Janeiro, mas não deixa de visitar Brasília, onde a família reside.Nomes como Elisa Lucinda e Patrícia Del Rey passaram pelo projeto este ano, que compartilha poesia por Brasília desde 2008, quando se deu a primeira edição. O evento funciona na forma de um sarau itinerante e não cobra entrada.

Birutas (e) vento será um evento no Espaço Piloto (Universidade de Brasília): mixurrasco, composição urbana, performance, corpo, política realizado por corpos informáticos que agora se a-presentam com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante por birutas de lamber vento. A ideia é realizar uma exposição que se configure como (e)vento, outros ventos eventuais, inventoinhas em ventilárias que (in)ventam o espaço. A galeria será ocupada durante todos os dias da exposição: as Reuniões do Corpos Informáticos de segunda a quarta, das 14 às 18 horas

Performances de convidados e membros do Corpos com Bia Medeiros, Bruna Taynná, Clara Maria, Diego Azambuja, Ingrid Abstrata, Isadora Valença, João Stoppa, João Paulo Avelar, Lupe Leal, Maria Eugênia Matricardi, Mariana Brites, Natasha de Albuquerque, Tiago Melo, Vanderlei Costa e Talo de Mamona, terças, das 19 às 21 horas.

Oficina de pipa/papagaio/cafifa/mutuca de quarta a sexta, das 14 às 16 horas. Oficineiros: Mateus de Carvalho Costa e Rômulo Barros. Re-vernissagem com performances da banda Talo de Mamona, 18 de de novembro,  às 19 horas

Serviço
Pipocando poesia
Bate-papo e tarde de autógrafos com Juliano Cazarré e outros poetas. No CCBB, às 16h. Entrada franca. Classificação livre.

(Fonte: CorreioWeb)

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Israelense Etgar Keret e palestino Sayed Kashua trocam cartas sobre a guerra no Oriente Médio

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Em julho deste ano, enquanto o mundo acompanhava com apreensão mais um capítulo da guerra no Oriente Médio, o escritor palestino Sayed Kashua chegou à conclusão de que precisava ir embora de Israel. Nascido em 1975 em Tira, cidade israelense de maioria árabe, e radicado em Jerusalém desde a adolescência, aproveitou um convite para dar um curso numa universidade americana e comprou passagens só de ida para ele, a mulher e os filhos.

Kashua explicou a mudança repentina num artigo publicado no jornal britânico “The Guardian” naquele mês. Autor de origem árabe que escreve em hebraico, acostumado a transitar entre as duas culturas, ele sempre procurou expor aos israelenses a situação dos palestinos em seus romances, roteiros para cinema e TV e intervenções na imprensa. Durante a ofensiva deste ano, porém, sentiu que algo havia mudado no país. “Depois das minhas últimas colunas, alguns leitores mandaram que eu me exilasse em Gaza, ameaçaram quebrar minhas pernas, sequestrar meus filhos”, escreveu.

De seu exílio nos EUA, onde dá aulas de hebraico na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, Kashua trocou cartas com o escritor israelense Etgar Keret sobre a vida num ambiente degradado por uma guerra que se arrasta há décadas. Com humor e melancolia, eles comentam a radicalização crescente do conflito e sua influência corrosiva sobre a convivência de judeus e árabes em Israel. Publicadas também na revista “The New Yorker” e nos jornais “Le Monde” e “El País”, as cartas de Kashua e Keret, que se conhecem há mais de 15 anos, aparecem pela primeira vez em português nesta edição do Prosa.

Nascido em 1967 em Tel Aviv, onde vive com a mulher e o filho, Keret é hoje um dos mais reconhecidos contistas israelenses. Em agosto, esteve no Brasil para participar da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e lançar o livro “De repente, uma batida na porta” (Rocco). Crítico frequente das ações do Exército israelense, ele diz, em entrevista ao GLOBO por e-mail, que Kashua o ajudou a entender “como a ocupação e a guerra são vistas do outro lado por alguém que, apesar de nascido dentro de outra tradição, compartilha o mesmo senso de humor e ama os mesmos filmes e livros que eu”.

— Escrevendo e recebendo essas cartas, temos ao menos o conforto de poder expressar o que sentimos, que é o primeiro passo necessário para uma transformação — diz Keret, que conta ter recebido reações “muito calorosas” de leitores sobre a correspondência. — Nessa atmosfera cheia de violência e desespero, o simples ato de comunicação entre um judeu e um palestino parece um pequeno milagre. Espero com todas as forças pelo dia em que isso será absolutamente comum.

(Fonte: O Globo)

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Resistência, exílio e o golpe comunista em debate no Fórum das Letras

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Primeiro dia do festival mineiro teve tom político; evento termina no domingo

No primeiro dia de programação do Fórum das Letras, o tom foi político – e só não foi mais porque a última mesa, sobre a reconquista da democracia, com Paulo Markun e Geneton Moraes Neto (Fernando Morais também participaria, mas cancelou sua vinda a Ouro Preto), foi transferida para esta sexta-feira, 31, por causa de atrasos ao longo do dia.

Convidados para o debate Revelações à Margem da História, Cláudio Aguiar, biógrafo de Francisco Julião, Mário Magalhães, autor de Marighella – O Guerrilheiro Que Incendiou o Mundo, e Frei Betto, que foi preso político, ouviram da plateia a pergunta: a luta era pela democracia ou para fazer o golpe comunista, tendo em vista que era um mundo bipolar – capitalista e comunista?

Resistência, exílio e o golpe comunista em debate no Fórum das Letras nesta quinta

“Lutávamos para derrubar a ditadura e para que o Brasil se transformasse em um país socialista. Prefiro sociedades onde os direitos sociais tenham prioridade sobre os direitos pessoais”, respondeu Frei Betto.

A pergunta foi feita por causa da recente eleição para presidente e de argumentos usados por alguns grupos sobre a iminência de um golpe comunista. E Frei Betto continuou: “O Brasil está dividido há muito tempo. Aqui, uma minoria, 10% da população, tem 48% da renda. A divisão do Brasil é social, não é eleitoral”. Para Mário Magalhães, a divisão vem pelo menos do desembarque dos portugueses.

Os participantes se animaram com o assunto e falaram da situação do País hoje. “O Brasil melhorou muito e, desculpe Betto, não caiu do céu. Foi o resultado de uma luta social”, disse Magalhães dirigindo-se ao religioso. E comentaram sobre o que chamaram de tentativa de desqualificar a população brasileira, sobretudo a nordestina, na tentativa de deslegitimar o resultado da eleição. “Golpe é rasgar a Constituição não acatando o resultado da eleição”, completou Magalhães. O PSDB pediu, na quarta-feira, auditoria do resultado das eleições.

Resistência. Ainda na quinta-feira, dois escritores obrigados, nos dias de hoje, a deixarem seus países por perseguição política ou religiosa, Julia Olivera, de Honduras, e Mohsen Emadi, do Irã, conversaram sobre o tema Exílio Ou Silêncio em mesa que contou, ainda, com a mexicana Maria Tereza Atrián, que vive no Rio, e Cláudio Aguiar – de volta ao palco. A abertura do debate foi feita por Frei Betto que, assim como Julia, foi obrigado a adotar pseudônimos em seus anos de militância.

Preso duas vezes – por 15 dias em 1964 e por quatro anos a partir de 1969 -, Frei Betto disse que a literatura é importante para romper com o silêncio imposto por ditaduras. Ele contou que amigos psicanalistas costumar perguntar como ele conseguiu ficar bem depois de ser preso e torturado, ao que ele responde: “Eu não admiti o silêncio; eu escrevi. Minhas cartas foram a minha terapia. É muito importante expressar o sentimento, transformar essas pedras que querem impor silêncios em nossa boca em flores. Buscar alguma forma de tornar público o nosso senso de justiça, a nossa indignação e, principalmente, nossa esperança”. E citou Paulo Freire dizendo que a palavra é, em si, libertadora.

Maria Tereza, na abertura de sua fala, manifestou sua indignação pelo recente assassinato e morte de estudantes mexicanos. Mais adiante, comentou as contradições de seu país que ao mesmo tempo que abriga exilados, como é o caso do iraniano, ele impede que a papulação se manifeste.

A poeta e ativista de direitos humanos, Julia Olivera, disse que silêncio não se trata de calar a voz. “Estão silenciando a alegria do meu país, e isso é o que mais me incomoda. Estão matando a alegria do meu povo”, desabafou. Mohsen Emadi encantou o público ao ler, em persa, os poemas de Carlos Drummond de Andrade de traduziu.

(Fonte: O Estadão)

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Chico Buarque anuncia novo livro para novembro

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Quinto romance da carreira do cantor terá capa e título revelados na próxima segunda, 3O novo livro do cantor e compositor Chico Buarque chegará às lojas no próximo dia 14 de novembro. O quinto romance da carreira do músico – que ainda não teve o assunto divulgado, como de costume, a pedido do autor – ganhará um vídeo na próxima segunda, 3, no qual serão revelados o título e a capa.

De acordo com a editora Companhia das Letras, em informação dada nesta sexta-feira, 31,o vídeo ainda trará Chico lendo um trecho da obra, sem revelar, entretanto, maiores detalhes sobre o enredo. O último livro de Chico Buarque a ser publicado foi Leite Derramado (2009), que vendeu em torno de 500 mil cópias e faturou o Prêmio Jabuti de Livro do Ano em 2010.
Em toda a carreira, o músico já lançou quatro romances: Estorvo, de 1991 (vencedor do Prêmio Jabuti de Melhor Romance); Benjamim, de 1995; e Budapeste, de 2003 (Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Ficção), além de Leite Derramado.

(Fonte: Rolling Stone)

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Harry Potter | J.K. Rowling revela que vilã Dolores Umbridge foi baseada em professora de verdade

Imelda Staunton como Dolores Umbridge

Imelda Staunton como Dolores Umbridge

Autora publicou breve ensaio sobre as origens da personagem

Como prometidoJ.K. Rowling publicou um novo conto do universo de Harry Potter. Em um ensaio que acompanha a história, publicada no PotterMore, a autora revela que a vilã Dolores Umbridge é um dos personagens por quem sente “a mais pura antipatia” e foi baseada em uma antiga professora: “A mulher em questão retribuiu meu desgosto com interesse. O porquê de termos nos colocado uma contra outra tão instantaneamente, sinceramente e (pelo menos do meu lado, irracionalmente), eu não posso honestamente dizer“, escreveu Rowling.

A personagem, que apareceu pela primeira vez em Harry Potter e a Ordem da Fênix, é descrita como uma das mais maliciosas de Harry Potter e a única pessoa, além de Voldemort, a deixar uma cicatriz permanente em Harry. Além da história de Umbridge, que mostra as origens não tão puras da vilã, Rowling já publicou contos sobre os protagonistas envelhecidos e sobre a a bruxa cantora Celestina.

(Fonte: Omelete)

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Glénat lança livro sobre o Journal de Mickey

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A editora francesa Glénat lançou um livro de 160 páginas sobre a revista Le Journal de Mickey.

La grande histoire du journal de Mickey foi escrito por Patrick Weber. A revista do Mickey surgiu em 18 de outubro de 1934, na França. Em poucas semanas já vendia mais de 400 mil exemplares e se tornou uma das mais longevas publicações de quadrinhos naquele país.

Além das informações históricas, a obra inclui curiosidades sobre os editores, edições fac-símiles do Journal de Mickey, de 1934 e 1940 – essa última é considerada rara, uma vez que se trata do início da Segunda Guerra Mundial -, cartazes, baralhos e até alguns autocolantes.

Mickey também foi interpretado em ilustrações por autores europeus como Bercovici, Florence Cestac e Lewis Trondheim.

O volume foi lançado neste mês, tem capa cartonada, formato 24 cm x 32 cm e custa 59 euros.

(Fonte: Universo HQ)

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Autor do livro Misturando sabores conta o segredo do bom tempero

Renato Freire: o excesso de temperos pode alterar o sabor da comida

Renato Freire: o excesso de temperos pode alterar o sabor da comida

Receitas em geral recebem pouco tempero de antemão, para preservar a integridade de saladas

Temper, em latim, significa misturar corretamente. Em restaurantes, seja self-services seja à la carte, é comum existir uma ampla oferta de temperos e condimentos extras, geralmente colocados à mesa. E é aí onde mora o perigo. Será que existe uma regra da boa combinação?

“Esta abundância de temperos acaba, na maioria das vezes, confundindo o cliente, que, em vez de melhorar o sabor da comida, acaba transformando bons pratos em verdadeiras gororobas”, critica o chef Renato Freire, coautor do livro Misturando Sabores — Receitas e harmonização de ervas e especiarias. “O crime mais grave, e também o mais comum, é colocar temperos na comida antes de prová-la”, ressalta.

Segundo ele, antes de saber qual tempero adicionar ao prato, é preciso prestar atenção ao tipo de serviço. “No caso dos restaurantes à la carte, os pratos já saem da cozinha devidamente temperados”, explica. Então, vale a regra de que menos é sempre mais. Se necessário, basta o cliente corrigir o sal. Já em casas que operam no sistema self-service, as receitas em geral recebem pouco tempero de antemão, para preservar a integridade de saladas, principalmente as de folhas.

Dicas
Confira como usar alguns temperos disponibilizados em restaurantes e lanchonetes.

– Sal ou molho shoyu
A função primordial do sal na culinária é realçar o sabor natural dos alimentos, além de ajudar a preservá-los. Em pequenas quantidades, é capaz de acentuar os sabores doces e atenuar os amargos. As combinações de solo e condições climáticas fizeram com que sais assumissem cores e sabores distintos (como o sal rosa do Himalaia). O sal negro, por exemplo, tem um sabor defumado.

– Açúcar e temperos adocicados
Ideal para contrabalançar os sabores ácidos e realçar a sensação do salgado.

– Azeite
Normalmente, o azeite usado para cocção é o refinado, de sabor menos intenso, enquanto o azeite extra-virgem deve ser usado para valorizar os sabores de pratos já prontos. Pode servir até para intensificar sabores de sobremesas, mas sem exageros.

– Ketchup, maionese e mostarda
Sanduíches como os hambúrgueres, que são ricos em gorduras, combinam bem com o agridoce do ketchup. A textura crocante das batatas fritas casam bem com a oleosidade da maionese, enquanto a acidez e o ligeiro amargor da mostarda combinam com os dois paladares.

– Vinagre
Por sua acidez, ele serve perfeitamente para combinar com pratos adocicados. O mais famoso vinagre da atualidade, o aceto balsâmico, tem sido usado à exaustão na cozinha contemporânea.

Na medida
De acordo com Freire, o paladar humano é capaz de reconhecer o sabores doce, amargo, azedo, salgado e o umami, ou o quinto sabor, oriundo das proteínas.

Entrevista completa

Em sua origem, temperar, em latim, significa misturar corretamente. Em restaurantes, sejam eles self-services ou com atendimento à la carte, é comum as casas oferecerem uma série de temperos à mesa. Existe uma regra da boa combinação?

Esta é uma questão muito ampla e que envolve diversos aspectos, entre eles, do tipo de serviço, do tipo de restaurante, de modismos e de estratégias de marketing. Tradicionalmente, nos restaurantes com serviço à la carte, os pratos em sua maioria já saem corretamente temperados da própria cozinha, e em muitos destes restaurantes o serviço de mesa era composto basicamente por um saleiro e um pimenteiro. Apesar do tempero de um prato ser de atribuição de quem o prepara, nem sempre o paladar do cliente é equivalente ao do cozinheiro. Caso o cliente, depois de provar o prato, perceber a necessidade de adaptar o ao seu paladar, colocando um pouco mais de sal e/ou pimenta, isto é uma coisa perfeitamente normal e não uma provável falha da cozinha, se bem que isso também pode acontecer.

Quantos temperos / condimentos podemos usar, uma vez que o prato já está servido, sem alterar a proposta do chef, mantendo a verdadeira essência do produto?

Acontece que a percepção gustativa varia de pessoa para pessoa. Isso valia mais para pratos que já chegavam à mesa finalizados. Naqueles tempos, era comum que alguns tipos de serviços fossem finalizados à mesa, principalmente saladas e outros pratos frios, nestes casos, os temperos básicos além dos já citados eram azeite de oliva e algumas vezes, limão espremido na hora. Este tipo de serviço era quase predominante nos restaurantes de tempos atrás. Hoje está bastante mudado, a popularização dos restaurantes de self-services contribuiu muito para o aumento, muitas vezes exagerado, da oferta dos mais diferentes tipos de condimentos a disposição da clientela.

Por quê isto acontece?

Uma das explicações disso é que nos serviços de bufê, para preservar a integridade de saladas, principalmente as de folhas, evita-se temperá-las de antemão, deixando isso, para o momento que o cliente se serve. Tentando agradar a mais ampla variedade de clientes, restaurantes com este tipo de serviço costumam oferecer uma grande variedade de temperos/condimentos. Restaurantes de comidas típicas oferecem condimentos de acordo com suas tradições. Os japoneses, por exemplo, servem o sashimis sem tempero algum, ficando o cliente encarregado de dosar seu tempero, como também pode ocorrer num restaurante árabe que serve quibe cru. Basta dar uma olhada nos balcões dos restaurantes self-services para notar a presença de acetos balsâmicos, shoyu, vinagres de vinhos ou de frutas, variedade de pimentas, de tipos de sais e tudo mais que posso ser usado como instrumento de marketing para se diferenciar da concorrência. Esta abundância de temperos acaba na maioria das vezes confundindo o cliente, que muitas vezes ao invés de melhorar o sabor da comida, acaba transformando bons pratos em verdadeiras gororobas.

Qual a regra para a boa combinação?

A regra principal de uma boa combinação é usar o bom senso, pois não existem formulas especificas para isso. Em princípio, tudo combina com tudo, o segredo de uma combinação perfeita está na proporção dos ingredientes utilizados. Nosso paladar é capaz de reconhecer o sabores doce, amargo, azedo, salgado e o umami, que é atualmente reconhecido como o quinto sabor, o sabor oriundo das proteínas. As infinitas proporções de combinações entre estes sabores é que vão dar diferentes paladares aos pratos. O sal em pequenas quantidades é capaz de acentuar os sabores doces e atenuar os amargos, os sabores ácidos podem atenuar ou acentuar as sabores doces, podem ampliar os sabores umamis de acordo com proporção utilizada. O açúcar ou temperos adocicados são capazes de contrabalançar os sabores ácidos e realçar a sensação do salgado. Desta maneira, é importante conhecer e identificar nos temperos e condimentos, quais seus sabores básicos, o molho shoyu, por exemplo, é salgado e forte presença do sabor umami, um bom aceto balsâmico é agridoce. Para iniciantes ou com paladares restritos, a regra de que menos é sempre mais, poderia ser uma saída, mas é importante mencionar que o paladar se aprimora, que a memoria gustativa pode estar sempre em evolução. Uma boa maneira de testar combinações em restaurantes de self-services é procurar fazer pratos e amplia-la cada vez mais, é importante ousar, testar combinações, tendo sempre em mente evitar os excessos.

Qual o crime mais grave que as pessoas costumam cometer na hora de escolher os condimentos e especiarias para finalizar seus pratos, já à mesa?

O crime mais grave, mais estúpido e também o mais comum é colocar temperos na comida mesmo antes de prová-la. A escolha de um ou de outro condimento depende muito do gosto pessoal e nisso é difícil impor regras, pois depende de fatores até mesmo culturais. Como gosto não se discute, não se pode repreender alguém que goste de colocar pimenta malagueta no sorvete.

O azeite, por exemplo, muitas vezes já é usado durante o preparo, e depois, volta novamente regando carnes, saladas e vegetais. Há algum problema? Uso em excesso, o óleo precioso das oliveiras pode apagar o sabor dos pratos?

O uso não só de azeite, como de qualquer tempero em excesso pode arruinar sabores de pratos delicados. Normalmente o azeite de uso para cocção é um azeite refinado, de sabor menos intenso, sendo capaz de suportar altas temperaturas de cozimento, enquanto que o azeite extra-virgem deve ser usado para valorizar os sabores de pratos já prontos. Seu uso não tem limites, podendo servir até para intensificar sabores de sobremesas, mas as quantidades sim, nada de exageros.

Em lanchonetes e pizzarias, é comum oferecerem ketchup, maionese e mostarda como complementos. O cliente, muitas vezes confuso, acaba colocando tudo, independente do que tem no prato. Afinal, que o que os condimentos citados combinam?

O advendo das redes de fast-food de sanduíches popularizou o uso destes condimentos. Sanduíches como os hambúrgueres, que são ricos em gorduras, combinam bem com o agridoce do ketchup, a textura crocante das batatas fritas casam bem com a suntuosidade das maioneses e a acidez e o ligeiro amargor das mostardas comuns servem para os mesmos propósitos. A pizza quando saiu das cantinas italianas para as redes de fast-food encontrou este trio de condimentos já colocados nas mesas e dai para os pratos, foi um pulo. Os tradicionalistas torcem os narizes e os que gostam se fartam. Tudo depende um pouco de modismos, em Napoli berço da pizza tradicional, a juventude consome pizzas tradicionais, mas com cobertura de batatas fritas. A moda parece que ainda não chegou por aqui, mas se chegar, o ketchup, maionese e mostarda estão à espera dela.

Há quem diga, por exemplo, que é um pecado colocar estes condimentos na pizza, no hot dog ou no hambúrguer, principalmente os gourmet, e que deveriam ser consumidos puros. Vocês concordam?

Chamar pizza, hot dog, hamburguer de produtos gourmet, é uma das maneiras de tentar justifucar preços inflados para produtos muitas vezes frutos de invencionices mediocres. Qualquer alimento em principio tem que ser saboroso e saudavel. O recente uso da palavra gourmet para produtos até à pouco considerados como fast-food na grande maioria das vezes é pura jogada de marketing.

O ketchup, em geral, vai bem com carnes vermelhas, enquanto a mostarda harmoniza com as brancas, ou isto é um mito?

Não é mito e nem muito menos uma regra. O ketchup vai bem com pratos onde os sabores agridoces e umami agem como intensificadores de sabor. Comidas gordurosas como as frituras por exemplo, podem harmonizar bem com este condimento. Mas as carnes em geral, vermelhas ou brancas, combinam bem com ketchup ou mostarda, mas vale lembrar que tudo depende também de quais outros condimentos foram utilizados na preparação dos pratos.

E o polêmico vinagre, vai bem somente com saladas ou é possível fazer outras misturas bacanas com ele?

Não, o uso do vinagre é muito mais amplo do que apenas tempero para saladas. Por sua acidez, ele serve perfeitamente para combinar com pratos adocicados. O mais famoso vinagre da atualidade, o aceto balsâmico tem sido usado a exaustão na cozinha contemporânea. Condimento que a poucos décadas, era pouco conhecido até mesmo em muitos regiões da Itália, hoje é usado para harmozinar com queijos duros, parmesão por exemplo; para combinar com frutas, como morango, melões, etc.

E quanto ao molho shoyu, geralmente a comidas orientais, pode extrapolar esta fronteira e ser útil para finalizar outros pratos?

Sim, o molho shoyu é um condimento fermentado feito com soja, rico no sabor umami e com sabor salgado, o shoyu serve tanto para temperar pratos prontos como também para uso na cozinha, muitas vezes em substituição ao sal. Outros molhos orientais, como o teriyaki ou para yakisoba por exemplo, se tornaram muito comum e hoje são encontrados facilmente nos mercados e mesmo em restaurantes que não têm nada a ver com comidas asiáticas.

 Quando falamos em pimenta, geralmente encontramos em forma de molhos e também a pimenta-do-Reino. Em qual tipo de prato elas caem bem e com que o, de maneira nenhuma, podem ser associadas?

Apesar da confusão dos nomes, a pimenta-do-Reino não tem nada a ver com os demais tipos de pimenta, enquanto a primeira é da familia das Piper nigrum as demais pimentas usadas para os molhos tradicionais são classificadas como das familias das Capiscum. Não existe regrar para a utilização das pimentas, antigamente, quando a pimenta-do-Reino era ainda uma especiaria rara e cara, seu uso na cozinha dos nobres, não encontrava limites, ela era usada em tudo até nos doces. As demais pimentas deixaram também de ficar apenas restritas ao uso em comidas típicas regionais e passaram a ser usadas nos mais diferentes tipos de pratos. As geleias picantes de frutas servem bem para mostrar isso. É comum o uso de ambas num mesmo prato, uma vez que cada uma delas oferece sabores diferentes uma das outras.

Outra moda atual é os restaurantes oferecerem sais especiais, como o sal rosa do Himalaia e o sal negro. Qual seria sua função e sua combinação ideal, pois dizem que a função do sal é somente ressaltar o sabor, certo?

A função do sal primordial na culinária é realçar o sabor natural dos alimentos, além claro de ajudar a preservá-los. Todos os tipos de sal tem como origem a evaporação da água do mar. Locais que hoje estão nos picos de montanhas como o Himalaia, já esteve um dia no leito do mar. As combinações de solo e condições climáticas fizeram que sais assumissem cores e sabores distintos. O sal negro por exemplo, tem um sabor defumado. O modismo sobre o uso deste tipos de sais, bem mais caros que os demais, acabou por favorecer um mercado de falsificações onde o uso de corantes e cristalizações forçadas colocam em xeque a qualidades destes produtos.

Entre todos os condimentos e temperos dos restaurantes brasileiros, existe um denominador comum, algo que encontramos de Norte a Sul do Brasil?

Acredito que o molho de pimenta é quase onipresente, sem falar de sal e pimenta-do-Reino claro.

SERVIÇO

Misturando sabores
Receitas e harmonização de ervas e especiarias. De Renato Freire, Isabel Lacerda e Neto Linguanotto. Editora Senac São Paulo, 160 páginas. Preço médio: R$ 45.

(Fonte: CorreioWeb)

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Zuenir Ventura é eleito para a Academia Brasileira de Letras

Zuenir Ventura comemora sua eleição para a ABL

Zuenir Ventura comemora sua eleição para a ABL

Jornalista, escritor e colunista do GLOBO ocupará a cadeira que foi de Ariano Suassuna

Zuenir Ventura agora é imortal. O jornalista e escritor, de 83 anos, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras na tarde desta quinta-feira, com 35 dos 37 votos. O colunista do GLOBO e autor de best-sellers como “1968, o ano que não terminou” ocupará a cadeira de número 32, que pertenceu a Ariano Suassuna.

Zuenir concorreu ao posto, aberto com a morte do autor de “Auto da Compadecida” em julho deste ano, com Thiago de Mello e Olga Savary, que tiveram um voto cada.

– O Zuenir é querido por sua dedicação, lucidez e argúcia com que acompanha a vida social e econômica do Brasil. A Academia está muito contente em recebê-lo – declarou o presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti.

Esta foi a última das três eleições para a ABL no último mês. Na semana passada, foi eleito o historiador Evaldo Cabral de Mello para a vaga de João Ubaldo. No dia 9 deste mês, o eleito foi Ferreira Gullar, na vaga deixada por Ivan Junqueira.

Gullar tomará posse no dia 5 de dezembro, enquanto os outros dois vencedores assumirão os cargos em março, quando os acadêmicos voltarão do recesso de fim de ano.

(Fonte: O Globo)

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Game of Thrones | Série garante elenco para uma possível sétima temporada

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Atores receberão aumentos graduais e significativos

Com seis temporadas oficializadas, Game of Thrones já garantiu o seu elenco principal para uma possível sétima temporada. De acordo com o Hollywood Reporter, os atores renovaram seus contratos e conseguiram um aumento gradual nos seus salários. Se a série chegar ao seu sétimo ano (o que é bastante provável) o elenco chegará à marca dos mais bem pagos da TV.

Ainda de acordo com o HR, a HBO  trabalha com diversos níveis de pagamento na série. Kit Harington (Jon Snow), Peter Dinklage (Tyrion Lannister), Lena Headey (Cersei Lannister), Emilia Clarke (Daenerys Targaryen) e Nikolaj Coster-Waldau (Jaime Lannister), o tipo A, ganham mais que o tipo B, Natalie Dormer (Margaery Tyrell), Sophie Turner (Sansa Stark) e Maisie Williams (Arya Stark), por exemplo. Ainda assim, os dois níveis receberão aumentos significativos até o sétimo ano. Já outros atores de participações regulares manterão números mais modestos. A renovação dos contratos, porém, não garante que os personagens permanecerão vivos para ver a cor do dinheiro.

A quinta temporada de Game of Thrones estreia em março na HBO, ainda sem data definida.

(Fonte: Omelete)

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Orgulho e Preconceito e Zumbis | Veja a primeira imagem da adaptação

Longa chega aos cinemas em 2015

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A adaptação ao cinema do livro-paródia Orgulho e Preconceito e Zumbis  ganhou a sua primeira imagem

Lily JamesSam RileyBella Heathcote  protagonizam o filme, em que a clássica história de época de Jane Austen sobre amor e independência feminina se passa em meio a uma epidemia de mortos-vivos. Charles Dance, Lena Headey, Jack Huston,Douglas BoothMatt SmithSuki Waterhouse também estão no elenco.

Burr Steers (17 Outra Vez, A Morte e Vida de Charlie) comanda o longa, que já teve Mike WhiteDavid O. Russell,  David SladeJonathan Demme e Matt Reeves como possíveis diretores. Steers coescreveu o roteiro com O. Russell.

Escrita por Seth Grahame-Smith, a versão trash de Orgulho e Preconceito  foi publicada no Brasil pela editora Intrínseca.

(Fonte: Omelete)

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