NOVEMBRO – 2015

Depois de estreia premiada, Paula Fábrio lança segundo romance

Autora publica ‘Um dia toparei comigo’, uma história sobre o poliamor

‘Road’ romance. Paula diz que trama nasceu de fotos de álbuns de viagens antigas

Em 1990, Paula Fábrio tinha 20 anos, era estudante em São Paulo e decidiu enviar um romance pelos Correios a várias editoras. Apenas uma delas deu retorno. Foi Isa Pessoa, pela Objetiva, que escreveu uma carta que a encorajava a fazer alguns cortes no texto. Sem saber muito bem o que fazer, Paula acabou jogando fora os rascunhos.

Passaram-se 25 anos até que as duas se reencontrassem, desta vez na edição do segundo romance de Paula, “Um dia toparei comigo”, lançado agora pela editora de Isa, a Foz.

Entre o primeiro contato e o segundo, muito coisa aconteceu: Paula amadureceu sua escrita, lançou o primeiro romance, “Desnorteio”, pela editora independente Patuá, em 2012, e a obra abocanhou o Prêmio São Paulo de Literatura de 2013, uma das principais láureas nacionais. Com o prêmio, tornou-se mais confiante e decidiu apostar no segundo romance, um rascunho que já estava sendo escrito havia um ano.

Foi quando lembrou-se de procurar Isa para ajudá-la a contar a história — um casal de mulheres que sai em viagem pela Europa fugindo do luto de uma delas, que perdera o pai havia pouco. No caminho, as duas se apaixonam por outras pessoas e lidam com novas perdas relacionadas a doenças terminais. A trama brotava das legendas de fotos de uma viagem recente de Paula, por Barcelona, Madri e Paris.

— Quando voltei de viagem, fui fazer o álbum de fotos, com encadernadora à moda antiga, e a encadernadora propôs: por que não faz legendas para as imagens? Comecei a escrever as legendas, que logo viraram pequenas crônicas, e quando reparei, já estava montando uma ficção. Em determinado momento, não consegui mais dissociar o que era memória e o que era invenção. Já era um romance — conta Paula, que levou três anos escrevendo, os últimos dois com a ajuda de Isa. — Sinceramente, acho que escrevi um livro melhor do que “Desnorteio”. Não sei se tenho uma “voz”, mas acho que amadureci minha prosa. Isa deu muitas sugestões. Acho que meu trabalho de personagem, que é o que eu gosto mais de fazer, foi melhor trabalhada.

LITERATURA DE VIAGEM

Inspirada nos romances “Marca d’água”, de Joseph Brodsky, “Vozes de Marrakesh”, de Elias Canetti, e “Viagem ao redor do meu quarto”, de Xavier de Maistre, Paula quis fazer um romance de viagem que cruzasse com temas contemporâneos pouco explorados. Além de um casal de protagonistas gays, o “Um dia toparei comigo” aborda o poliamor:

— Conheço várias pessoas que experimentam o poliamor, conversei com muitas delas nesta pesquisa para os personagens sobre essa confusão de sentimentos que a experiência traz, e ainda não tinha visto o tema tratado em romances do nosso tempo. Quis tentar. Curioso é que comecei a escrever ainda em 2012, e logo depois todos esses temas ganharam muito fôlego nas ruas. Fico feliz que o livro saia justamente agora.

(Fonte: O Globo)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

10 frases para lembrar Fernando Pessoa nos 80 anos de sua morte

1

No aniversário de morte do maior poeta de língua portuguesa, selecionamos frases sobre amor, literatura, morte e outros temas

Há 80 anos morria Fernando Pessoa (1888-1935), o maior poeta de língua portuguesa. E morriam Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Bernardo Soares, seus heterônimos. O Estado selecionou 10 frases inesquecíveis do poeta português. Há muitas outras em O Livro das Citações (Record), organizado por José Paulo Cavalcanti Filho.

Fernando Pessoa nasceu e morreu em Lisboa

Confira:

  1. “A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida”
  2. “A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta”
  3. “Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer”
  4. “Todo mal do mundo vem de nos importarmos uns com os outros, Quer para fazer bem, quer para fazer mal. A nossa alma e o céu e a terra bastam-nos. Quer mais é perder isto, e ser infeliz”
  1. “Tantas vezes me sinto real como uma metáfora”
  2. “A morte é o desprezo do universo por nós”
  3. “Todos os ocasos fundiram-se em minha alma”
  4. “O ódio é mais intermitente que o afeto”
  5. “A minha alegria é tão dolorosa como a minha dor”
  6. “Amar é cansar-se de estar só”

E um bônus clássico:

“Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena”

(Fonte: O Estadão)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Os gibis que (quase) ninguém lembra mais

Elas tiveram sua época, marcaram presença nas bancas e deixaram saudades! Novinhas em folha, as revistas em quadrinhos esperavam para ser levadas para casa (quando isso não acontecia, viravam encalhe) e estavam sempre prontas para a sua leitura – no ônibus, na sala, no conforto da cama ou até em lugares não tão adequados.

Numa época em que celular era utilizado somente em filmes de ficção científica e a Internet um sonho muito, muito distante, a variedade de gibis já era enorme, para todos os públicos e gostos. Alguns bons, outros de qualidade duvidosa. E muitos deles foram esquecidos, quase para sempre, a não ser numa saudosa memória distante ou em coleções dos mais fanáticos por quadrinhos.

Gibis como o Almanaque de Mindinho – 1978 – Os Perigos de Paulina, da Editora Ebal. Baseado no seriado de 1914, The Perils of Pauline, famoso por trazer a donzela sempre em situações de enorme perigo, sendo salva somente no último minuto, sempre pelo mocinho da vez. Décadas após, esse seriado ganharia um filme para cinema, paródia em desenho animado (Os Apuros de Penélope Charmosa, da Hanna-Barbera) e em quadrinhos, pela Western Publishing Company, no começo da década de 1970, de onde veio o material dessa edição da Ebal.

No seriado original, Paulina é herdeira de uma fortuna que está nas mãos do secretário de seu falecido pai, até seu casamento. Antes disso, ela quer aproveitar e viver algumas aventuras, ocasiões em que o vilão tenta causar “acidentes” para ficar com todo o dinheiro para si.

Almanaque de Mindinho – 1978 – Os Perigos de PaulinaAlmanaque de Mindinho – Os Perigos de Paulina

No gibi, com a trama “modernizada”, o ricaço pai de Paulina compra um jornal para que a garota tenha uma vida mais produtiva, trabalhando como repórter. Mas o chefe de Paulina acredita que, se ela sofrer algum acidente, o velho largará a empresa, que ficará com ele. Daí os “perigos” de Paulina. E na HQ, com um traço estilizado, algo caricato e tiradas das mais divertidas, tudo é um grande clichê – a mocinha bonita “burrinha”, o mocinho bonzinho e um vilão malvado (e algo piegas).

Dois anos depois, em 1980, a Ebal lançou mais uma edição com a personagem, Almanaque de Mindinho – Os Perigos de Paulina. Nessa edição, ela dividia as páginas com outras HQs, como a Bruxa Caxuxa (depois publicada como Biruteia), a coruja Caburé (depois lançado como Arquimedes), a dupla Alceu e Roque e o trio Bufo, Bufão e Juru.

Ainda pela Ebal, uma linda série infantil em formato horizontal foi lançada em 1972, com duração de oito números. Os Tremendinhos em Cores trazia material de uma revista da DC Comics chamada The Three Mouseketeers.

Na trama, os ratinhos Quincas, Gordurino e Barriguinho vivem diversas aventuras. O título publicou também HQs de outros personagens – Pintotolo e Vivaldécio, Tunzinho QüeQüé, Birutildo K. Nidócio e Laparido e Raposeldo.

Os Tremendinhos em Cores # 1

A editora Bentivegna publicou, em 1967, a revista em quadrinhos Curupira # 1, que durou somente uma edição. Os desenhos da capa e das HQs são de José Lancellotti, importante ilustrador brasileiro, criador de Raimundo, o Cangaceiro. A trama é sobre um caçador chamado Dr. Miracerta e o plano do Curupira para expulsá-lo da mata. Na outra HQ da edição, o protagonista é Pedrito, um gaúcho que, junto com seu tipo, decide apostar corrida contra os animais da floresta.

Dois títulos da editora Saber também tiveram duração de um número só. O Chefe, de 1971, apresentava uma HQ criada no Brasil, possivelmente, por Jorge Alberto Cavalli, que assinava a arte da capa. Na trama voltada para o humor, o mundo de um escritório vira de pernas para o ar quando uma linda secretária é contratada e seu chefe faz de tudo para conquistá-la, com tiradas que seriam consideradas hoje extremamente politicamente incorretas.

Curupira # 1O Chefe

A outra revista foi O Mago Draculin, de M. Catalán (roteiro) e José Castillo (arte), lançada em 1972. Difícil achar referências sobre essa obra, embora tudo indique que seja originária da Espanha. Draculin, protagonista da aventura, era um mago totalmente atrapalhado, parecido com um vampiro, cujos feitiços acabavam invariavelmente tendo efeito oposto ao esperado.

Com duração de dois volumes, Jack do Espaço, de 1972, também da Saber, trouxe algumas aventuras publicadas originalmente como The Adventures of Smilin’ Jack, de Zack Mosley, publicada ininterruptamente nos Estados Unidos entre 1933 e 1973 (!) no formato de tiras, em mais de 300 jornais. As HQs desses volumes reuniam tiras publicadas em 1967. Típico mocinho norte-americano, Jack era um piloto que enfrentava ladrões e espiões em HQs que têm como tema principal a aviação.

O Mago DraculinJack do Espaço

A Super Plá lançou Os Anjinhos em 1972. O título teve apenas um número publicado. Embora conste que o material é da King Features Syndicate, o autor desta matéria não conseguiu encontrar nenhuma referência aos personagens – a edição tem mais de uma dezena de HQs diferentes.

Ainda em 1972 (ao que tudo indica), a Cedibra lançou o álbum europeu Philemon e o náufrago do “A”. Com prefácio de René Goscinny (Asterix), a série criada pelo francês Fred (Frédéric Othon Théodore Aristidès) foi sucesso no mercado franco-belga, publicada entre 1965 e 2013, ano do falecimento do autor. Com humor inteligente e muito nonsense, mostra o protagonista, Philemon, caindo num poço e, como Alice, indo parar num lugar estranho, cheio de perigos e situações inusitadas. Infelizmente, só teve esse volume lançado no Brasil.

Os AnjinhosPhilemon e o náufrago do “A”

Perry – Nosso homem no espaço chegou às bancas em 1975, pela editora carioca Etcetera. Era uma quadrinização da série de livros de ficção científica Perry Rhodan. Voltada para adultos, a revista em quadrinhos teve apenas dois números lançados.

A Ideia Editorial lançou, em 1976, dois números da revista em quadrinhos Pixoxó Apresenta, com os títulos Pixoxó Apresenta Puff-Puff e outras histórias e Pixoxó apresenta Lino O Monstro. O material era originário da Dell Publishing Company, que publicou centenas de títulos e milhares de revistas em quadrinhos nos Estados Unidos, especialmente entre as décadas de 1940 e 1960 – nos títulos, HQs das séries Puff Puff, Caxuxa e Tuneu, No País dos Chapéus, Lino o Monstro, Teleca e a dupla Hugo e Sabugo.

Perry – Nosso homem no espaçoPixoxó Apresenta

No mesmo ano, a Ideia publicou Don Piloto, uma coletânea de “mil piadas com o aviador mais avoado do mundo”. A série, da United Features Syndicate, trazia as tiras de um atrapalhado piloto da Primeira Guerra Mundial e seu parceiro, o gato Flap.

Também em 1976, a Vecchi publicou duas edições de Os Livros de Ouro da Juventude Apresenta – Taka Takata. O título trazia quadrinhos infantojuvenis europeus, publicados pelas editoras Dargaud e Éditions du Lombard. Na revista, diversas séries, além do protagonista – Aquiles, Radubol, Efêmero e Radubol, Max o explorador, Rififi e Cubitus, criações infantis/infantojuvenis de importantes nomes dos quadrinhos franco-belgas.

E pela Vecchi, chegou ainda ao Brasil, em 1975, a famosa série franco-belga Spirou, criada em 1938 por Rob-Vel e grande sucesso na Europa. A editora lançou a revista em quadrinhos com o nome de Xará. Foram duas edições em formatinho seguidas por duas em formato europeu. Na trama, estilo infantojuvenil, as movimentadas aventuras do jornalista Spirou e de Fantasio, um fotógrafo desastrado. Dentre os coadjuvantes, o carismático Marsupilami, um bichinho inteligente que tem uma cauda que faz, literalmente, o que ele quiser. As tramas foram criadas pela dupla Franquin e Greg. Spirou ganhou um álbum especial, em 1996, pela Editora Manole, com o título Luna Fatal.

Os Livros de Ouro da Juventude Apresenta - Taka Takata # 1Xará # 1

Em 1977, a Editora Abril lançou King Tongo. Baseado no famoso e enorme gorila, o personagem, criação dos espanhóis Miguel Angel Nieto e Enrique Ventura, trazia em suas tiras a preocupação com as mazelas da civilização, sempre pelo viés do humor.

No ano seguinte, a Abril publicou Dani Futuro, da Editions Du Lombard, criação de Carlos Gimenez e Victor Mora. Com sete volumes no original, só teve o primeiro lançado por aqui. Na trama, o jovem Dani sofre um acidente e desperta no mundo de 2104, numa jornada de fantásticas descobertas e maravilhas científicas. No original, o título foi lançado no mercado espanhol e, logo depois, no franco-belga.

Mr. Magoo ganhou um almanaque da RGE em 1978. O personagem surgiu como desenho animado, na década de 1940, e é um senhor de idade praticamente cego, o que termina por causar situações de enorme confusão, para desespero de todos e especialmente de seu sobrinho Waldo. Destaque para as HQs protagonizadas por Gerald Boing Boing, uma criança cujas falas eram representadas na forma de desenhos – no desenho animado, ele imitava ruídos como buzinas, animais, aplausos etc. No Brasil, Mr. Magoo também teve uma série mensal em quadrinhos de curta duração lançada pela Ideia Editorial.

King Tongo

Em 1982, a editora Grafipar, responsável por um momento importante na história dos quadrinhos nacionais (a editora teve um volume expressivo de títulos em bancas, especialmente aqueles voltados para o público adulto), lançou dois títulos infantojuvenis de qualidade ímpar.

Robô Gigante – O Poderoso Guardião apresentava duas aventuras. A primeira, com roteiro de Cláudio Seto (figura das mais importantes na história das HQs brasileiras, assinando com o pseudônimo Selene Tobias) e arte do mestre dos quadrinhos nacionais Watson Portela, era uma aventura inspirada pelos mangás, que, na época, ainda eram praticamente desconhecidos do público leitor. O Robô Gigante era um autômato comandado por três pessoas, os Dragões da Independência, para enfrentar grandes ameaças. Com uma galeria de personagens dos mais interessantes, infelizmente só teve essa HQ publicada. Na segunda aventura do título, Ultraboy, de Franco de Rosa (arte e roteiro), trazia uma aventura com um personagem totalmente inspirado nos seriados Ultraman e Ultraseven.

Super Pinóquio – O roteirista e desenhista Cláudio Seto fez uma releitura do personagem Tetsuwan Atom (Astro Boy, criação de Osamu Tezuka) em A Origem de Super Pi. Um velho e solitário cientista criou um menino robô para ter companhia. Apesar de poderoso, o robô tinha os mesmos sentimentos que um ser humano normal, o que viria a ocasionar grandes problemas para os dois, em especial na figura de um vilão que queria expulsar o cientista da cidade. Outro título que, infelizmente, só durou um volume.

Robô Gigante – O Poderoso GuardiãoSuper Pinóquio

Ágata, de 1988, foi uma revista nacional com duração de dois números, com arte e roteiro de Paulo Hamasaki, que também era o editor – o título era publicado pela Comércio de Livros e Revistas Hamasaki Ltda. A personagem principal e que dá nome ao título era uma viajante espacial que se metia em grandes apuros por onde passava. No segundo número, ela estava no futuro decidindo uma eleição entre “Trenkredo” e “Maluk”, uma brincadeira com Tancredo Neves e Paulo Maluf. Outros personagens deram as caras no título, como Caruncho e Caroço, Dino e Anjo 13.

Jovem Radical em quadrinhos, da Editora Abril, também contou com o talento do traço de Watson Portela. Foram duas edições lançadas em 1988, provando que “Jovem radical é gente que sabe curtir, com intensidade, cada momento de ação”, como dizia o prefácio. As HQs mostravam três garotas que se metiam em confusões quando “iam à luta”.

Ágata # 2Jovem Radical em quadrinhos

Outro título que chegou às bancas em 1988 foi Cobra, da editora Dealer. O mangá, publicado no formato ocidental, é uma criação de Buichi Terasawa. A série, lançada em 1977 no Japão, virou seriado de animê, longa de animação e até jogo de videogame. A trama mostra um jovem que, entediado, visita uma empresa que oferece a chance de entrar no mundo dos sonhos. Enquanto dorme, ele passa a ser o pirata Cobra. Mas, ao acordar, fantasia e realidade se misturam e a aventura começa. Para variar, mais um título promissor que só teve uma edição em bancas – pelo jeito, elas ainda não estavam preparadas para os mangás.

Para finalizar, uma curiosidade. Em 1997, chegou às bancas um título pioneiro, o HQ CD. A revista continha matérias e entrevistas sobre o universo dos quadrinhos e ainda trazia um CD-Rom com uma enciclopédia sobre os super-heróis. Era só comprar e instalar. Lembrando que ainda estávamos no início da era da Internet, era uma ótima opção.

E assim, por hora, terminamos essa nostálgica viagem por quadrinhos “quase” esquecidos, com a certeza de que, na memória de leitores e colecionadores, eles ainda estarão presentes por muitos e muitos anos.

(Fonte: Universo HQ)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Faturamento estável e queda no volume apontam para retração no varejo de livros em novembro

Conclusão é do Painel das Vendas de Livros no Brasil encomendado pelo SNEL à Nielsen

A Nielsen divulgou, nesta quinta-feira (26), os dados do Painel das Vendas de Livros no Brasil referente ao período 11 (06/10 a 02/11). O Painel – fruto da parceria com o instituto de pesquisa com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) — mostra que o faturamento se manteve estável em comparação ao mesmo intervalo de tempo do ano passado, mas aponta queda de 3,7% no número de livros vendidos. No período 11 de 2014, foram vendidos 2.934.173 exemplares o que redundou em um faturamento de R$ 98.577.006,74. No mesmo período de 2015, foram vendidos 109.427 exemplares a menos, mas o faturamento se manteve em R$ 98.551.154,80, praticamente inalterado. Para alcançar o resultado, as livrarias e supermercados que vendem livros no Brasil aumentaram o preço médio do livro de R$ 33,60 para R$ 34,89 e o desconto médio ao consumidor final caiu 2,99 pontos percentuais.No acumulado do ano, no entanto, houve um crescimento de 5,01% no faturamento, em comparação ao mesmo período do ano passado. Nas 44 primeiras semanas de 2015, o varejo de livros no Brasil bateu agora R$ 1,244 bilhão versus R$ 1,185 bilhão no mesmo período do ano passado. Houve crescimento no volume de vendas também, que saltou de 32.190.322 em 2014 para 33.661.925 em 2015. Uma performance abaixo da inflação, mas acima dos dados do varejo em geral. Última Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE aponta queda de 3,3% no volume de vendas do comércio varejista no Brasil nos nove primeiros meses do ano.

“Se o mercado quiser fechar faturamento de 2015 em linha com o PIB projetado (queda de 3,5%), ele terá que performar 15% melhor no restante do ano em relação a 2014. A Black Friday, famosa pela liquidação de produtos, tradicionalmente contribui com volume, mas não com valor, o que aumenta a conta para o Natal”, conjectura Ismael Borges, executivo responsável da Nielsen Bookscan para o Brasil.

O relatório mostra que os editores têm produzido mais títulos em 2015. Nas 44 primeiras semanas do ano, foram lançados 239.708 ISBNs contra 222.107 no mesmo período do ano passado. Em relação aos gêneros, o Painel aponta um crescimento expressivo de 11,1% na importância do Não Ficção Trade. Títulos de lazer, estilo de vida, culinária e gastronomia colaboraram com essa desempenho. Clique aqui para ter acesso à íntegra do Painel das Vendas de Livros no Brasil.

(Fonte: Publish News)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

O jurista Luis Carlos Alcoforado lança seu quinto livro de poesia

Entre os tribunais e a intimidade de casa, ele transforma suas reflexões em poesia

Arquivo pessoal

Advogado de profissão e poeta por inspiração, o jurista Luis Carlos Alcoforado lança seu quinto livro de poesias. Intitulada Escuridão do fim, a obra reúne 122 poemas que falam sobre a liberdade, o homem, a fé e o fanatismo, entre outros temas que o instigam.

Ele, que também é dramaturgo, escreve em estilo livre, “sem apego a conceitos, na confiança de que se liberta”, como se descreve na apresentação do livro. Alcoforado transforma seus pensamentos, indignações e questionamentos em versos e, de todos os assuntos, é a fluidez e a contraditória infinitude do tempo que mais o fascinam: “Ele é o precursor e o finalizador da vida, mas não tem marcas definidas”.

No poema Rua Nogueira Acioly, 1093, o autor faz uma visita à casa da avó em Fortaleza, após a morte dela, e revela o tempo como um condutor fugaz e nem sempre lisonjeiro da vida. Em Falsa eternidade, ele reitera: “Ingrato companheiro, se encarregou de me esquecer e me deixou. E logo me fez velho, com a memória escura, sem colorido”.

Escuridão do fim

De Luis Carlos Alcoforado. Editora Dom Quixote. 122 páginas. R$ 50. Lançamento no Inácia Poulet Rôti
(SQS 103, Bl. B, Lj. 34), hoje, a partir das 19h30.

(Fonte: Correio Web)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

A nova viagem de Erik Larson: escritor traz à tona naufrágio do Lusitânia

Autor diz que heróis e vilões perfeitos o deixam desconfiado

Autor diz que heróis e vilões perfeitos o deixam desconfiado

Tragédia aconteceu durante I Guerra Mundial e envolveu um submarino alemão

Há cem anos, nas águas do Atlântico Norte, 1.200 pessoas foram vítimas de uma lógica militar que vive até hoje nas cucas tenebrosas de radicais e terroristas: a ideia de que alvos civis podem ser valiosos em tempos de conflito. Um suntuoso transatlântico afundado por um submarino alemão em 1915, nos idos da Primeira Guerra, é o tema de “A última viagem do Lusitânia” (Intrínseca), mais recente livro do americano Erik Larson.

— Meu principal objetivo foi embarcar os leitores naquele navio da maneira mais realista possível. Assim, eles podem sentir o que os passageiros sentiram durante o ataque. Esse é o meu trabalho: fazer as pessoas mergulharem no passado e emergirem com uma sensação visceral daquela época — explica o autor, por e-mail.

Em uma narrativa romanceada e rica em detalhes, como é a praxe do autor de “No jardim das feras”, a obra de fato explica a sucessão de acontecimentos que marcaram a viagem do Lusitânia desde Nova York até Liverpool. Na costa da Irlanda, o navio foi atingido por um solitário míssil disparado pelo U-20 inimigo e afundou, antes de completar a rota.

Larson se atém à realidade, dos detalhes das joias dos personagens embarcados — relógios de marca foram usados para identificar vítimas — até as consequências geopolíticas do afundamento — a repercussão negativa acelerou a entrada dos EUA na guerra. Dessa maneira, diferentes personagens ganham vida nas 432 páginas do livro.

Estão lá figuras da história oficial, como os políticos Woodrow Wilson, pintado como um viúvo deprimido, e Winston Churchill, acusado de negligência no caso. Mas também ganham espaço pessoas como o colecionador Hugh Lane, que transportava pinturas de Rembrant e Monet na bagagem, o milionário Alfred Vanderbilt e o livreiro Charles Lauriat.

Na época, a Alemanha acabava de adotar uma política de guerra total contra a Inglaterra. Os germânicos alertavam que qualquer navio com as cores do país de Churchill corria risco de ser atacado. Nos dias que antecederam a partida do transatlântico, marcada para o dia 1º de maio, o comandante Willian Thomas Turner e sua tripulação foram avisados disso, mas decidiram seguir adiante.

Nesse ponto, o desastre do Lusitânia guarda alguma similaridade com o do Titanic, que aconteceu três anos antes. Para o autor, ambos os comandantes ignoraram riscos enormes durante a viagem:

— Os casos foram muito diferentes, mas a arrogância daquela época teve papel importante nos dois. O Titanic era tido como impossível de afundar, e seu capitão falhou por não desacelerá-lo em um mar salpicado por icebergs. O Lusitânia, por sua vez, era visto como rápido e grande demais para ser afetado por um submarino alemão. Mesmo com os avisos alemães, publicados nos jornais de Nova York naquele dia, os passageiros embarcaram. Além do excesso de confiança, eles acreditaram que os comandantes alemães respeitariam as antigas leis de guerra no mar.

MUNIÇÃO NA BAGAGEM

Embora levassem civis a bordo, navios como o Lusitânia vinham sendo usados pelos britânicos para carregar suprimentos e armas. A maneira como o navio afundou mostra que ele estava carregado de munição, argumentam historiadores. Após a primeira explosão, causada pelo míssil disparado pelo capitão Walther Schwieger, outro estrondo foi ouvido nos porões do transatlântico. Estudiosos sustentam que ele foi causado pela carga militar levada por Turner.

O papel dos dois comandantes também é desmistificado por Larson. Ele costuma dizer que heróis e vilões perfeitos o deixam desconfiado.

— Os dois eram personagens cheios de nuances. Schwieger não era pura maldade. De certa maneira, ele era humano, e um bom capitão para sua tripulação. Mesmo assim, matou mais de mil pessoas com um único tiro — avalia. — Turner era um homem forte e capaz, que acabou enredado em uma situação para a qual ele não estava preparado. Se alguém poderia fazer melhor que ele, é uma pergunta em aberto.

(Fonte: O Globo)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Bertelsmann estaria interessada em comprar 100% da Penguin Random House

Empresa alemã já detém 53% das ações da PRH, que no Brasil detém parte do Grupo Companhia das Letras

Thomas Rabe, CEO da Bertelsmann, estaria a procura de um parceiro para comprar o resto da Penguin Randon House que ainda não pertence à companhia | © Divulgação

Thomas Rabe, CEO da Bertelsmann, estaria a procura de um parceiro para comprar o resto da Penguin Randon House que ainda não pertence à companhia

Em 2012, a britânica Pearson, orginalmente dona da Penguin, e a alemã Bertelsmann, dona da Random House, se fundiram e formaram a gigante Penguin Random House, hoje, o quinto maior grupo editorial do mundo. De acordo com a Reuters, agora, a Bertelsmann, dona de 53% do empreendimento, quer comprar a parte da Pearson no negócio. Analistas ouvidos pela agência de notícias estimam que os 47% pertencentes à Pearson valem algo em torno de 2 bilhões de euros e que a forma mais lógica para que a compra se efetivasse seria por meio de um parceiro de private equity. No Brasil, a Penguin Random House faz parte do Grupo Companhia das Letras.A Pearson, número um do Ranking Global de Editoras, passa por uma reestruturação. Recentemente, vendeu o Financial Times e a sua participação na revista The Economist com o objetivo de concentrar seus investimento em negócios de educação. A Bertelsmann também mira nesse mesmo mercado e prometeu investir 1 bilhão de euros ao médio prazo. A Reuters aponta que saída completa da Pearson do negócio seria um desafio financeiro para a Bertelsmann nesse momento de investimento pesado no segmento de educação e que a opção mais lógica seria trazer para o negócio um parceiro de private equity que poderia “aliviar a carga”.

Esse modelo, aponta a agência de notícias, não é uma novidade para Thomas Rabe, CEO da Bertelsmann. Ele usou essa mesma estrutura de negócios para reposicionar a BMG, o braço fonográfico do grupo. Em 2009, a Bertelsmann fechou parceria com a Kohlberg Kravis Roberts (KKR), um fundo de capital privado que já transacionou mais de US$ 400 bilhões, e com a ajuda desse fundo de investimentos de private equity comprou uma série de editoras de música e catálogos de direitos musicais, incluindo Rolling Stones, Janet Jackson e Roy Orbison. Em 2013, comprou a parte da KKR e resgatou a propriedade plena da empresa.

(Fonte: Publish News)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Livros que amparam animais

Saraiva recebe campanha para estimular a adoção de animais

Trinta lojas da Saraiva nos estados de SP, Rio, Paraná, Goiás, Espirito Santo, Sergipe, Pernambuco e Mato Grosso do Sul receberão, a partir de dezembro, materiais promocionais de uma campanha que quer estimular a adoção de animais. Artistas e personalidades muito populares como Gabriela Duarte, Sabrina Sato e Bruno Gagliasso estamparão flyers e marcadores de páginas que serão distribuídos aos clientes. A ideia foi de Juliana Ribeiro, da Allure Consultoria, em parceria com a ONG Ampara Animal. Além do material promocional, a Saraiva comercializará calendários da ONG e parte do que for apurado pelas vendas de 14 títulos das editoras Foz e Tinta da China, representadas comercialmente pela Allure, será revertido em favor da ONG. “Fiquei muito feliz que a Saraiva apoiou a causa, e o marketing deles vai criar uma campanha interna de doações financeiras para a ONG, além de sortearmos 30 kits de presente para os livreiros que postarem fotos com seus pets”, disse Juliana ao PublishNews. Veja abaixo os títulos que participam da promoção:As verdades que ela não diz – Marcelo Rubens Paiva ( Ed. Foz)

As sete vidas de nelson motta – Nelson Motta ( Ed. Foz)

Morrer de prazer – Ruy Castro ( Ed. Foz)

Garotos do Brasil – Ruy Castro ( Ed. Foz)

Orfeu de bicicleta – Francisco Bosco ( Ed. Foz)

Paraíso – Tatiana Salem Levy ( Ed. Foz)

Queria mais é que chovesse – Pedro Mexia (Ed. Tinta da China)

As palavras não se afogam ao atravessar o Atlântico – Carlos Vaz Marques (Ed. Tinta da China)

Vai, Brasil – Alexandra Lucas Coelho (Ed. Tinta da China)

Viva México – Alexandra Lucas Coelho (Ed. Tinta da China)

Meus sentimentos – Dulce Maria Cardoso (Ed. Tinta da China)

O retorno – Dulce Maria Cardoso (Ed. Tinta da China)

Casa das estrelas – Javier Naranjo ( Ed. Foz)

Teoria geral do esquecimento – José Eduardo Agualusa ( Ed. Foz)

Curupira Pirapora – Tatiana Salem Levy – (Ed. Tinta da China)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Com livraria, bar e café, Patuscada é o novo espaço para autores e editores independentes

Eduardo Lacerda, da Patuá, cria centro cultural na Vila Madalena; inauguração será em janeiro, mas em dezembro já tem festa

Os últimos cinco anos foram de batalha para o editor Eduardo Lacerda. A diabete apareceu com tudo e ele engordou muito e emagreceu muito. Terminou um longo namoro e, por consequência, a sociedade. Suou, mas transformou a Patuá, com seu modelo de negócio básico (a tiragem é baixa e ele não vende em livraria), uma estrutura quase inexistente (Lacerda é o único funcionário e trabalha em casa), uma média de 10 lançamentos por mês e obras sempre entre os finalistas de todos os prêmios literários nacionais, numa referência no mercado editorial brasileiro. E se hoje ela não dá lucro, prejuízo ela também não dá mais – o que é grande especialmente para uma editora que publica poesia e livros de (quase sempre) autores estreantes.

Mesmo com essas conquistas, ainda faltava alguma coisa na vida do poeta – porque se olharmos para trás, ser professor – e por isso ele foi estudar Letras – ou editor nunca foi, de verdade, o sonho de Eduardo Lacerda. Ele queria, mesmo, ser dono de bar. Simples assim.

E nesta quinta, 26, o projeto suspenso por pelo menos 15 anos vai sair do papel quando ele assinar o contrato de aluguel e levar as chaves do Patuscada Livraria, Bar e Café.

Com a inauguração, editor assume, também, o papel de vendedor, caixa e garçom

Com a inauguração, editor assume, também, o papel de vendedor, caixa e garçom

A casa já é velha conhecida no meio literário. Era ali no número 37 da rua Luis Murat, atrás do cemitério São Paulo, que funcionava a editora Intermeios e, desde 2013, num dos cômodos da casa, uma pequena livraria só com obras de editoras independentes. É neste mesmo espaço que Eduardo pretende instalar as prateleiras da loja. Como forma de estimular a produção, ele vai comprar, e não consignar, como de praxe, o acervo – e vender os livros sem margem de lucro.

Logo na entrada da casa há um cômodo independente, que deve abrigar um ‘albergue literário’, com cama para até três escritores que estiverem de (breve) passagem por São Paulo. Já dentro do imóvel, passando a livraria, será instalado um pequeno auditório para cursos e, descendo, estará o grande salão, onde serão realizados os eventos. Já havia um balcão de bar lá, e Eduardo comprou os móveis e os eletrodomésticos do Hussardos, centro cultural que o inspirou e foi fechado em maio. No porão, ficará o estoque e o escritório da editora e ainda um espaço de leitura.

A decoração ainda está sendo definida, mas uma das ideias é ter porta-copos em que o cliente poderá escrever os próprios poemas. Versos também serão lidos nas mesas e nas paredes – menos em uma, em que será pintado o nome de todos os que estão ajudando no financiamento coletivo. Lançada no dia 1.º, a campanha já arrecadou R$ 23 mil dos R$ 27 mil pedidos para ajudar na reforma, na compra do acervo e do mobiliário, etc. E ela só termina em 15 de janeiro, quando o Patuscada deve ser oficialmente inaugurado.

Até lá, porque o aluguel é caro e começa a correr, o editor fará um soft opening com seus próximos lançamentos. Outras editoras estão convidadas a fazer o mesmo. O lucro do Patuscada será apenas com a venda de bebida, e, pelas contas de Lacerda, 10 eventos por mês pagam as despesas da casa que só vai funcionar em dias em que houver programação. Como não poderá, e não quer, fazer comida, ele está pensando em chamar Food Trucks para estacionarem por ali.

Eduardo conta com a ajuda do ilustrador Leonardo Mathias e do poeta Ricardo Escudeiro

Eduardo conta com a ajuda do ilustrador Leonardo Mathias e do poeta Ricardo Escudeiro

“Editoras independentes costumam fazer seus lançamentos em bar para vender direto (livrarias ficam com uma fatia do valor). Mas os autores pedem que os lançamentos sejam em livrarias. Vamos juntar isso tudo”, diz o poeta, editor, e, em breve, vendedor, caixa e garçom. “Não tenho experiência nenhuma de administrar um espaço assim, mas eu também não tinha quando abri a editora. Fui fazendo, aprendendo e batendo a cabeça. No fim, deu certo”, diz. Ele entendeu que tudo tem seu tempo e que quanto mais enxuto for o negócio, melhor. Por isso, dá um passo de cada vez. Se em algum momento perceber que a livraria precisa funcionar diariamente, ele repensa o projeto. Por ora, só quer fazer a mudança e começar logo a festa.

(Fonte: O Estadão)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button

Machado de Assis Magazine apresenta autores da sua edição número 7

Revista de promoção e divulgação da literatura nacional no exterior será lançada na Feira do Livro de Guadalajara

Marcos Peres é um dos autores da Machado de Assis Magazine # 7 que será lançada em Guadalajara | © Sandra Gonçalves

Marcos Peres é um dos autores da Machado de Assis Magazine # 7 que será lançada em Guadalajara

O Itaú Cultural e a Fundação Biblioteca Nacional acabam de disponibilizar o link para download gratuito do número sete da Machado de Assis Magazine. Ao trazer trechos de romances, contos, livros infantojuvenis e de poesia traduzidos para o inglês e para o espanhol, a publicação é uma poderosa ferramenta de divulgação e de promoção da literatura brasileira no exterior. O número sete, que será lançado no próximo dia 3, dentro da programação da Feira do Livro de Gualadajara (28/11 a 06/12), traz trechos de livros de 21 autores como Adriana Carranca, Fernando Bonassi, Jacques Fux, José de Alencar, Marcelo Rubens Paiva, Marcos Peres e Simone Campos.Para este número, a Machado de Assis Magazine recebeu 76 inscrições que foram avaliadas por um conselho editorial composto por representantes do mercado, do Itaú Cultural, da Fundação Biblioteca Nacional, e do Ministério das Relações Exteriores. Com esse número, a Machado de Assis Magazine completa 143 trechos de livros de autores nacionais traduzidos para inglês, espanhol, francês e alemão. O site da revista contabiliza mais de 840 mil visitas e 53 mil downloads de seus conteúdos já traduzidos.

Veja abaixo a lista completa de autores da Machado de Assis Magazine # 7

Adriana Carranca

Carlos de Brito e Mello

Carlos Eduardo de Magalhães

Clarissa Macedo

Débora Ferraz

Fernando Bonassi

Flávia Lins e Silva

Ieda de Oliveira

Ieda Magri

Índigo

Jacques Fux

João Batista Melo

José de Alencar

Julia Dantas

Luize Valente

Malu Gaspar

Marcelo Rubens Paiva

Marcos Peres

Sérgio Sant’Anna

Simone Campos

Susana Fuentes

(Fonte: Publish News)

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)
Share Button